O que é TOC, o Transtorno Obsessivo Compulsivo?

A doença afeta 2% da população, mas ainda assim muitos acreditam que são somente manias

Todo mundo gosta de falar que possui algum tipo de TOC: “Não consigo ver livro desarrumado, preciso ajeitar. É tipo TOC!”, “Nossa é só eu voltar pra casa e já tenho que lavar a mão. Meu TOC não deixa, preciso ficar limpo!” são algumas das coisas que ouvimos por aí.

O transtorno obsessivo-compulsivo está longe de ser uma simples mania. A doença obriga seus portadores a realizarem compulsões — certos atos físicos ou mentais — destinados a aliviar a ansiedade e o incômodo causados por pensamentos de conteúdo desagradável que aparecem sem cessar na mente dos pacientes

“O pensamento ruim vem, gera um incômodo, e então o portador sente a necessidade de realizar algum tipo de comportamento, uma compulsão, um ritual, para se livrar dele”, explica Daniel Costa, psiquiatra do Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (PROTOC), grupo de pesquisa e tratamento associado ao Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (USP).

Acredita-se que 2% da população geral sofra desse mal. Os picos de incidência do TOC estão entre as crianças de período escolar e os jovens adultos, na faixa etária dos 18 e 20 anos. A disseminação de informação, portanto, é um dos pontos principais para a o tratamento da doença, que pode afetar crianças que, muitas vezes, não entendem que até mesmo seu cérebro é capaz de escravizá-las.

O conteúdo dessas obsessões, chamadas também de “pensamentos intrusivos”, varia amplamente. “Obsessões de agressão, como o medo de que alguém querido morra, receio de ter um impulso violento, de se ferir por não ser cuidadoso o suficientemente” são alguns dos exemplos dados por Costa.

Preocupações com contaminação ou sujeira, nojo excessivo, obsessões religiosas e sexuais, como temor de ter cometido incesto, de ser homossexual, de ter cometido pecado ou de blasfemar contra alguma ordem divina são outros casos típicos envolvidos nas fixações do portador do TOC.

Com a crescente tensão resultante desses pensamentos, as compulsões são a saída (provisória) encontrada pelos pacientes. “Pode ser tanto um comportamento observável como um ritual mental”, detalha Costa. Verificar se a porta está trancada, lavar-se por determinado número de vezes, repetir rezas, fazer contagens, redesenhar linhas, dar pulos, alinhar objetos, organizar roupas. Tudo pode ser um ritual, assim como tudo pode ser uma obsessão.

Como refém

Como nem um milhão de repetições consegue acabar por definitivo com as obsessões, as horas escoam. Com o tempo perdido para realizar os rituais, aqueles que sofrem com o TOC começam a desenvolver o que Costa chama de “fenômeno da esquiva”. “Isso é pouco estudado. A pessoa começa a evitar as situações relacionadas à obsessão dela justamente para evitar os rituais que precisaria realizar”, explica.

As consequências acabam sendo o isolamento e a paralisação. “O TOC é uma das condições mais incapacitantes existentes. A gente acha que não só os comportamentos aparentes dela contribuem para esse comprometimento funcional mas fenômenos como o da esquiva também são responsáveis”, diz Costa.

É por isso que ele alerta: “Sintoma obsessivo-compulsivo é amplamente disseminado na população, todo mundo já teve um pensamento intrusivo. Mas a regra é que para estabelecermos um diagnóstico psiquiátrico, é preciso ter um comprometimento funcional muito grande. Só dá para falar em transtorno quando o comprometimento funcional ou sofrimento subjetivo pessoal é evidente”.

Procure ajuda

O tratamento envolve duas linhas de ação: a medicamentosa — acompanhada exclusivamente por psiquiatras — e a psicoterapia. “O tratamento do TOC é feito com alguns antidepressivos, os inibidores seletivos da recaptura de cerotonina”, diz Costa. Esses remédios também são utilizados no tratamento da ansiedade, visto a proximidade que ela possui com o transtorno. A diferença, porém, é que o ansioso preocupa-se de forma exagerada com assuntos cotidianos, enquanto o obsessivo-compulsivo possui pensamentos dos quais não consegue livrar-se a menos que realize os rituais.

A doença porém, possui evolução crônica. O médico explica que os sintomas podem ser controlados e até mesmo desaparecerem por um tempo, mas voltam em algum momento da vida.

As causas ainda são desconhecidas. “Fatores genéticos estão implicados, isso não há dúvida. Parentes de primeiro grau com pessoas que possuem o transtorno são mais propensos a tê-lo. Não existe um gene específico, porém”, conta Costa. Pelo que observam os pesquisadores, fatores ambientais, como traumas e abusos, podem disparar os sintomas, mas não esses “gatilhos” ainda não foram confirmados em estudos.

Fonte: Eu, Psicóloga

Dicas para lidar com criança com Transtorno Opositivo Desafiador

Crianças extremamente teimosas, agressivas quando contrariadas, com tendências vingativas e avessas a qualquer frustração podem apresentar intensas dificuldades em conviver socialmente com sua família e com figuras de autoridade. Tais comportamentos podem ser sinais componentes do Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD). O tratamento requer abordagem multidisciplinar e, principalmente, medidas psicoeducativas e estratégias de como agir e conduzir esta criança em casa e na escola. Conhecer bem o transtorno é o primeiro passo, naturalmente. Mas saber como lidar no dia-a-dia pode trazer ganhos rápidos e eficazes para todos os envolvidos!

Neste sentido, vamos falar sobre dicas que podem ser muito úteis na condução de crianças opositoras. A primeira providência deve ser esta: os pais ou cuidadores devem falar a mesma língua e concordar sempre nas mesmas regras e no cumprimento das rotinas diárias. Em nossa sociedade atual, tal postura tem sido incomum devido às separações e terceirizações educacionais, o que empurra a criança a ter vários e divergentes educadores. É importante, mesmo separados, que os pais tomem as mesmas atitudes com a criança mesmo que esta conviva em casas diferentes. Costumo dizer no consultório que o casamento acabou, mas o filho continua sendo de ambos!

Ao dar ordens, é importante falar de forma clara e objetiva evitando ficar se justificando ou prolongando a conversa. Olhe nos olhos e seja direto. Imponha sem ser agressivo. Fale de forma a convencer antes de qualquer contra-argumento e assuma a postura de quem realmente manda, sem pestanejar. Este modo de discursar e expor inibe atitudes opositoras e vai condicionando a criança a respeitar autoridades. Ao mesmo tempo, esta criança tem que viver numa casa organizada, estruturalmente afetuosa onde os adultos devem ser um bom exemplo agindo positivamente para que a criança copie e siga.

Sabemos que castigos e punições tem pouca eficácia. Portanto, uma das formas mais corretas é elogiar o que ele faz de bom e ressaltar mais seus acertos do que ficar falando reiteradamente de seus erros. Ignore os tropeços e lembre mais dos acertos deste jovem. Ele precisa entender que decisões pensadas em conjunto para o bem de todos são vantajosas e ele pode passar a ganhar muito mais por este caminho. Mas, para isto, todos de casa devem ter a mesma filosofia, senão a criança sempre tenderá a seguir aquele que é mais permissivo.

Conviver e conhecer as preferências, gostos e momentos gostosos junto da criança auxilia na interação e aumenta o vínculo afetivo. Este tem um poder de induzir a uma adesão, um engajamento desta criança a cumprir regras e rotinas pré-definidas pelo cuidador, pois ela se sente recompensada. Pais devem ser mais “parceiros” de seus filhos e não somente “gerentes” educacionais distribuindo deveres sem proporcionar o prazer de sua presença para brincar e “olhar nos olhos”.

A consciência de uma criança está em desenvolvimento, deve sempre fazer lembrar aos pais de que se iniciarem a educação de seus filhos observando sempre as dicas acima já estarão reduzindo de forma significativa a chance de terem filhos desafiadores num processo saudável de prevenção ao desenvolvimento de comportamentos anti-sociais e de evitar que estes se tornem adolescentes irascíveis sem qualquer autocontrole frente à mínima frustração.

No que tange à escola, estas medidas acima podem ser úteis mas as estratégias devem ser ampliadas, pois o contexto institucional exige pelo menos 4 medidas em paralelo: a psicoeducação ou treinamento do estafe escolar (professores, gestores e outros colaboradores do ambiente letivo), treino de habilidades sociais, prevenção e manejo do bullying e reforço escolar na maioria dos casos. Muitas vezes, em casos mais severos de TOD, pode-se inclusive contratar uma atendente terapêutica para mediar conflitos mais contundentes e situações mais complexas.

Fonte: NeuroSaber

SÍNDROME DE PÂNICO TRAVANDO VIDAS

A síndrome de pânico consiste num transtorno de ansiedade, onde ocorrem ataques repetidos de medo intenso de que algo ruim possa acontecer a qualquer momento. De causa desconhecida, acontece em ambos os sexos, com prevalência maior nas mulheres, geralmente com sintomas que surgem antes dos 25 anos. Imprevisíveis, sem fato aparente que os justifiquem, os ataques de pânico acontecem de repente, podendo alcançar seu ápice entre 10 e vinte minutos, muitas vezes sendo confundidos com um ataque cardíaco. A partir daí a pessoa que teve o primeiro ataque passa a viver o receio de ter outros, o que piora o quadro.

A literatura acerca do ataque de pânico é unânime em dizer que a enfermidade surge de forma inesperada, sem motivo aparente que a justifique, gerando crises de medo e desespero. A pessoa acometida pelo ataque súbito de pânico, tem a nítida impressão de que vai morrer naquele exato momento, que mais se assemelha a um ataque cardíaco, uma vez que o coração dispara, gerando falta de ar, normalmente acompanhada de sudorese abundante, entre outros sintomas que variam de pessoa para pessoa. Vivenciada a primeira crise, o indivíduo passa a sofrer a iminência de ter outras crises, sem saber quando e onde estas poderão acontecer, o que gera uma grande ansiedade e insegurança, afetando sua qualidade de vida e comprometendo, muitas vezes, sua rotina.

A pessoa em crise de pânico experimenta uma ansiedade exagerada, desproporcional ao contexto, com uma sensação de que algo muito trágico vai acontecer, como morte súbita ou até enlouquecimento. Há pessoas que, durante o ataque, têm tanta certeza que vão morrer que chegam a se despedir das demais. Após a primeira crise de pânico, outras podem acontecer posteriormente, de maneira aleatória. Não há como prever a próxima crise, o que deixa a pessoa preocupada, gerando assim uma ansiedade antecipatória.

No tratamento desta enfermidade tem sido utilizada uma parte medicamentosa (antidepressivos e ansiolíticos), seguida de psicoterapia, geralmente de orientação comportamental, por ser mais eficiente nestes casos, ajudando o indivíduo a se expor, de forma gradual, às situações que causam pânico, a fim de que ocorra a desensibilização. Na abordagem comportamental, a ideia é diminuir o medo através da exposição gradual ao elemento causador do mesmo. Por exemplo, se o medo refere-se a um animal, o terapeuta começa mostrando as fotos desse animal, até que o medo vá diminuindo. Depois, coloca o paciente frente a esse animal. E assim, sucessivamente, até diminuir o pavor.

Alguns sintomas da crise de pânico são: palpitação ou ritmo cardíaco acelerado, sudorese, tremores ou abalos, sensações de falta de ar ou sufocamento, sensação de aperto na garganta, dor ou desconforto no peito, náusea ou desconforto abdominal, sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio, sensações de irrealidade ou de estar distante de si mesmo, medo de perder o controle ou enlouquecer, medo de morrer, anestesia ou sensações de formigamento, calafrios ou ondas de calor, entre outros

A Psicoterapia pode ajudar o paciente acometido pela Síndrome de Pânico a lidar com os aspectos inconscientes que geram a doença, minimizando suas crises. Através do restabelecimento da confiança do indivíduo em si mesmo, a cura do pânico acontece, muitas vezes, sem a necessidade de medicamentos. Fonte: Fala Freud

Para maiores informações consulte um profissional da Psicologia.

Telefones: (66) 3521-3149 ou (66) 9.9212-7491

Avaliação Neuropsicológica

O que é Avaliação Neuropsicológica?

A Neuropsicologia estuda as relações entre cérebro e comportamento. Por meio da Avaliação Neuropsicológica, é possível investigar quais funções cognitivas estão preservadas e quais estão comprometidas, tais como a atenção, memória, percepção, linguagem, raciocínio, aprendizagem, visuoconstrução, funções executivas, processamento de informação e afeto, por exemplo. O Neuropsicólogo utiliza-se de instrumentos padronizados como testes e escalas para avaliar as cognições de acordo com a queixa que o paciente apresenta.

A avaliação tem como objetivo coletar dados das perdas e explorar funções intactas, a fim de definir o tipo de intervenção necessária, uma vez que funções cognitivas com baixo desempenho podem prejudicar as atividades diárias, como trabalho, estudo e relacionamentos.

Quem pode realizar a Avaliação Neuropsicológica?

Crianças, adolescentes, adultos e idosos que apresentem queixas cognitivas (desatenção, problemas de aprendizagem, esquecimento, dentre outros). As queixas mais comuns em crianças e adolescentes envolvem problemas de comportamento, problemas de aprendizagem (leitura, escrita ou cálculo) e suspeita de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

A importância da Avaliação Neuropsicológica

Por meio do Laudo Neuropsicológico, pode-se estabelecer um programa de reabilitação das funções prejudicadas, utilizando-se de treino cognitivo e estabelecimento de estratégias compensatórias para que o paciente possa se readaptar ao cotidiano no ambiente acadêmico, profissional e familiar. A Avaliação Neuropsicológica também contribui fortemente para a indicação ou acompanhamento de psicoterapia, no qual os dados levantados podem ser utilizados pelo psicoterapeuta para subsidiar a intervenção clínica.

Como saber que preciso de uma Avaliação Neuropsicológica?

Como citado acima, crianças, por exemplo, precisam dessas avaliações por ter, geralmente, dificuldades no aprendizado. No entanto, é mais comum observar essa demanda dentro do ambiente escolar, onde os professores notam a dificuldade do aluno e informam aos pais. Nesse caso, quando o responsável busca a ajuda de um psicólogo, o profissional avaliará a queixa para entender se é necessário passar por uma Avaliação Neuropsicológica ou se somente o processo terapêutico comum será o suficiente.

Em outros casos, crianças com acompanhamento com Pediatras, também podem ser observadas pelo médico e encaminhadas para esta avaliação.

Em caso de adultos, o adulto pode buscar a psicoterapia e, ao longo do processo, o profissional entender que seja necessário a avaliação, este será encaminhado, assim como aqueles pacientes que também possuem algum acompanhamento médico, e o médico nota ser o caso de uma avaliação.

Lembrando que, em casos do paciente que busca apenas pela psicoterapia e o profissional observa que será preciso uma avaliação, esta será pré-estabelecida e combinada, com o consenso do paciente.

PROVIDA – Clínica Integrada de Saúde

Fale Conosco: (66) 3521-3149 (66) 9.9212-7491

Mau Humor Do Pai Prejudica O Desenvolvimento Emocional Dos Filhos

Nietzsche disse: “Aquele que não tem pai, deve procurar ser um”. O filósofo se referia ao fato de que os pais são tão importantes para o desenvolvimento dos filhos como são as mães. De fato, o amor e a rejeição de qualquer um dos pais podem afetar profundamente o equilíbrio emocional, a autoestima e a saúde mental de seus filhos.

Os estudos que consideram a ausência do pai descobrem problemas de adaptação dos filhos, assim como surgem comportamentos destrutivos e de riscos à medida que os filhos  crescem. Óbvio que a presença e a compreensão do pai têm efeito contrário: facilitam a adaptação da criança e promovem um desenvolvimento psicológico saudável.

O estado mental do pai afeta diretamente seus filhos

Pesquisadores da Universidade de Michigan realizaram um estudo em que analisaram a importância dos pais na vida dos filhos. No curso da investigação, eles analisaram as informações de 730 famílias de todo o país. Estes psicólogos se concentraram em analisar os efeitos do estado emocional paterno com a consequente depressão e a ansiedade dos filhos. Assim, concluíram que estes problemas afetavam muito a relação dos pais com os filhos e, portanto, influíam diretamente no desenvolvimento deles.

Obviamente que se trata de um resultado previsível, algo assim como descobrir água quente próxima de um vulcão extinto. O mais interessante foi que o estado mental dos pais tinha implicações de longo prazo na vida de seus filhos. Sobretudo as relacionadas com as habilidades sociais como o autocontrole e a capacidade de trabalhar em equipe.

Por exemplo, foi verificado que quando os pais sofriam depressão durante os primeiros anos da vida de seus filhos, a depressão do pai podia afetar mais o desenvolvimento dos filhos do que a depressão ou a ansiedade materna. Nesse estudo também se comprovou que um nível elevado de estresse do pai, quando seus filhos têm de 2 a 3 anos, é particularmente danoso para o adiantamento cognitivo e da linguagem.

O mais curioso é que estes problemas surgiram independentemente da influência positiva que a mãe possa exercer. Entretanto, como se esperava, a influência dos pais foi mais evidente nos meninos do quem nas meninas. Provavelmente porque o filho se identifica mais com a figura paterna e, por isso, o seu comportamento é mais afetado.

Os danos provocam a ausência do amor paterno

Nos últimos anos, os psicólogos começaram a estudar mais profundamente o papel dos pais no desenvolvimento infantil. Assim, surgiram diferentes estudos que destacam a importância da figura paterna. Os psicólogos perceberam que quando as crianças que têm um pai que se envolve ativamente em sua educação, se mostram mais seguros para se descobrir e são mais estáveis emocionalmente à medida que crescem. Também apresentam um melhor desempenho acadêmico e desenvolvem maiores habilidades sociais.

Recentemente, alguns psicólogos da Universidade de Connecticut, analisaram os dados de 36 estudos que envolveram 10.000 pais e seus filhos e filhas. Estes pesquisadores queriam entender como um pai distante ou frio pode afetar o desenvolvimento de seus filhos. Os psicólogos descobriram que os filhos que se sentiam rejeitados por seus pais mostraram sinais de ansiedade e insegurança, assim como o comportamento mais agressivo e hostil.

Os resultados apresentados tornam claro de que os pais são tão importantes para o bem-estar psicológico de seus filhos como as mães, e que têm uma enorme responsabilidade no desenvolvimento cognitivo e emocional dos filhos.

Como melhorar o estado emocional dos pais?

A paternidade não é uma missão simples, sobretudo para os pais de “primeira viagem”. É normal que os pais, igual às mães, tenham seus medos, inseguranças e inquietações.  A isto se soma o fato de que muitos pais se sentem obrigados a se mostrar fortes, e a ser o apoio emocional de suas parceiras, de modo que se sentem mais propensos a se sentirem emocionalmente mais sobrecarregados. Na verdade, esta situação os levam ao estresse elevado, situação em que será maléfica aos pequenos.

Como reconhecer os sinais de estresse

O primeiro problema é que muitos pais estão envolvidos em sua rotina diária e se sentem obrigados a ser o sustento e o chefe da família, que nem percebem que estão ansiosos e estressados. Por isso, o primeiro passo é reconhecer que está ansioso e estressado. Também é importante você perceber os detonadores do estresse antes que eles façam parte de sua vida diária. Se não puder eliminá-los, pelo menos minimize seu impacto.

Reserve um espaço para você

É importante que os pais tenham uma vida própria, além dos cuidados e da atenção que podem dar a seu filho. Para garantir este equilíbrio cuide-se para passar um tempo a sós com sua esposa, assim como de não abandonar completamente o seu hobby. Esse tempo vai lhe permitir relaxar e repor as suas energias. Lembre-se de que para cuidar bem de seu filho, primeiro deve se cuidar.

Expresse seus sentimentos à sua esposa

Falar sobre seus temores, suas preocupações e ansiedades lhe ajudará a se sentir melhor. Não há necessidade de esconder seus sentimentos e expectativas. Na verdade, é importante que sua parceira reconheça sua preocupação em ser um bom pai e dê valor aos sentimentos que permitam fortalecer os laços que os mantêm unidos.

Publicado originalmente em Rincón de la psicología – Tradução e adaptação livres: Portal Raízes. Os Direitos Autorais no Brasil são regulamentados pela Lei 9.610 . A violação destes direitos está prevista no artigo 184 do Código Penal. Este artigo pode ser publicado em outros sites, sem prévia autorização, desde que citando o autor e a fonte.

Fontes Pesquisadas:

Vallotton, C. et. Al. (2016) Child behavior problems: Mothers’ and fathers’ mental health matters today and tomorrow. Early Childhood Research Quarterly; 37: 81-93.

Khaleque, A. & Rohner, R. P. (2011) Transnational Relations Between Perceived Parental Acceptance and Personality Dispositions of Children and Adults: A Meta-Analytic Review. Personality and Social Psychology Review, 2011; 16 (2): 103-115.

 

 

QUANDO A BOCA CALA, O CORPO FALA

Às vezes as pessoas não encontram as palavras para expressar a dor que sentem, e então o corpo entra em cena e reage. Não sabemos nomear com exatidão o que acontece conosco para que as pessoas em volta nos entendam. Essa incapacidade de fazer coincidir as nossas palavras com as emoções que sentimos é conhecida no campo da psicologia como alexitimia

Habitualmente, essa incapacidade tem sua origem em um sistema de comunicação familiar ineficiente ou deficitário. Muitas das doenças do tipo psicossomático atuais nos dão boas pistas sobre as necessidades não atendidas da população: necessidades de escuta, empatia e carinho.

Somatizar significa transformar uma dor emocional em outra física. Talvez por uma incapacidade de expressar corretamente a dor emocional. Uma incapacidade que deve ser entendida e tratada como a origem de um problema que cumpre uma função: a de comunicar com o corpo o que nossa mente quer expressar, mas nossa voz e nossas palavras não são capazes de reproduzir.

Origem psicológica, sintomas físicos reais em nosso corpo

O fato dos transtornos psiquiátricos terem uma origem psicológica não quer dizer que não se manifestem em sintomas físicos reais. Sintomas que doem, incomodam e que definitivamente interferem na vida de uma pessoa e no desenvolvimento satisfatório dessa.

Não é de se estranhar que em transtornos de humor, como a depressão, se observem estados vegetativos, uma mudança no padrão habitual de sono e muitas queixas somáticas: essa é a somatização da tristeza.

Há muitos tipos de depressão, algumas se caracterizam por um paciente que adota uma atitude agressiva, e outras por um paciente que adota uma atitude passiva. Em ambas, não há comunicação do que se sente, pelo menos não uma comunicação adequada. E então essa sensação se transforma em um mal-estar psicológico e físico.

O preço de ser forte a todo momento: somatizar

Quando não nos comunicamos, implicitamente assumimos que não seremos escutados, que não contamos com as estratégias sociais para nos fazermos entender, ou que seremos diretamente atacados. Em um mundo no qual nos dizem que ser forte é a qualidade mais preciosa que se pode ter, ninguém quer ir na direção contrária.

Muitas das pessoas que não expressam seu mal-estar o fazem porque não encontram as palavras para isso, ou simplesmente alguém os ensinou ao longo de sua educação que ficarão expostos se se expressarem demais. Não culpemos disso só os pais ou professores, mas sim toda a sociedade. Nos ensinam todo tipo de assuntos, mas o assunto de conhecer-se emocionalmente costuma ficar de fora.

De repente, um dia nos sentimos paralisados. Perguntamos a nós mesmos de onde vem tanta dor, e por que o corpo não dá motivos claros que nos expliquem. Os motivos estão na mente, mas estão anestesiados.

O resultado dessa ideia é bastante evidente: evitamos expressar como nos sentimos, e quando queremos nos dar conta, já não sabemos o porquê de nos sentirmos mal. Temos uma amnésia retrógrada que nos impede de poder chegar à verdadeira raiz do problema, de entender por que dói tanto e de onde surgiu toda essa dor.

O tratamento dos pacientes que somatizam pelos profissionais de saúde

A atenção integral da pessoa que vai a uma consulta com um transtorno de somatização é bastante deficitária em alguns casos. Essas pessoas precisam de uma atenção médica e psicológica.

Em alguns casos são acusadas de histriônicas, ou seja, manipuladoras e exageradas, quando na verdade não tem nada a ver com isso. Diferentemente das pessoas hipocondríacas, aqui a pessoa não está convencida que tem uma doença, apenas não sabe o que é que está ocorrendo.

Talvez sim, talvez seja certo que tenham um sistema amplificador dos sintomas e um foco muito centrado em si mesmos. Por exemplo, uma pessoa com alto grau de neurose pode apresentar esse padrão de busca e comprovação excessiva de sintomas.

Portanto, essa pessoa talvez esteja mais centrada em seus sintomas, e por isso o jeito ansioso dela está tomando lugar. Mas os sintomas mesmo assim estão aí, são reais: dores de cabeça, mal estar gastrointestinal, fadiga crônica persistente, etc.

O paciente deve ser atendido de forma integral, tendo em conta as características psicológicas que podem estar influenciando os seus sintomas físicos, e avaliar também como seus sintomas físicos pioram o quadro psicológico.

Em muitos casos, quando uma doença somática não é tratada corretamente, se torna crônica e pode ocorrer uma consequência lógica e terrível para a pessoa que padece: a doença, já em sua forma crônica, faz com que a pessoa evite toda atividade social ou que altere sua rotina, acreditando que evita assim o mal-estar e que seus sintomas estarão mais controlados em sua rotina diária. Pouco a pouco, a pessoa vai deixar de lado sua vida por causa de seus sintomas.

As doenças psicossomáticas são reais e precisam de tratamento específico e ajustado às características de cada paciente. Uma vez descartadas as patologias orgânicas, os profissionais devem conseguir entender o que o corpo está querendo dizer, porque a boca cala sem dar a razão explicita a nenhuma causa específica.

Fonte: A mente é Maravilhosa

As crises nos acordam para as coisas boas que não percebemos

Saramago costumava dizer que o destino tem que dar muitos rodeios antes de chegar a qualquer parte. Ou seja, a vida tem seus próprios caminhos, coisas que não controlamos, suas ironias, suas voltas, de modo que sempre haverá o inesperado e dificuldades para enfrentar.

Sempre haverá desilusões, quedas e ultrapassagens. No entanto, ainda que os momentos de crise sejam horríveis, eles podem significar um despertar, pois como diz Sean (Robin Williams) no filme Gênio Indomável: “As crises nos acordam para as coisas boas que não percebemos”.

Não há como escapar, todos nós um dia passaremos por um momento que colocará o nosso emocional no chão, a mente perturbada, cercados de desilusão e desespero. Não há como escapar porque “A vida não te dá traves de proteção” e a dor e o sofrimento são inerentes à vida, assim como o amor e a alegria.

Embora não haja como escapar, no meio da dor parece que percebemos quem somos de fato e o que queremos da vida. Sem pressões externas, sem a sociedade, é apenas o eu e o mim dialogando e, assim, conseguimos enxergar sem máscaras a constituição do nosso ser e o que ele grita desesperadamente para fazermos.

Por isso, as crises nos acordam para o que não percebemos, porque elas nos acordam da vida, muitas vezes, no controle remoto, fazendo-nos enxergar aquilo que na trivialidade do cotidiano deixamos passar, enquanto fingimos estar tudo bem.

Como disse, ninguém quer sofrer e não acredito que fomos feitos para isso. Todavia, nos momentos de tensão surgem coisas maravilhosas, a meu ver, porque nesses momentos permitimos estar mais próximos do que realmente somos. Dessa maneira, as crises podem nos levar a um processo de autoconhecimento e, por conseguinte, de maior felicidade, já que ninguém é verdadeiramente feliz sendo um forasteiro de si próprio.

As crises nos mostram que podemos mudar, que não devemos nos acostumar, que há sempre algo a fazer com o que a vida fez conosco. Da mesma forma que nos faz perceber o que realmente nos faz feliz, nos mostra que devemos valorizar as pessoas que em momento algum largam a nossa mão, e faz com que o nosso olhar possua mais doçura para enxergar as belezas que explodem aos nossos olhos, mas não somos capazes de perceber.

Rubem Alves certa feita disse que foram as desilusões que o levaram a ultrapassagens, isto é, sem as desilusões que sofrera, ele jamais seria o Rubem que conhecemos. Concordo plenamente com ele, pois sei que sem as minhas crises, eu jamais seria quem sou hoje. Sei também o quão doloroso é esse processo, mas sei que de muitas dores vem a alegria, como a mulher que senti a dor do parto, mas se regozija com a beleza da vida.

As nossas crises são como um parto. É necessário enfrentá-las se quisermos renascer, já que lembrando mais uma vez Rubem Alves: “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”.

Autor: Erick Morais – “Um menestrel caminhando pelas ruas solitárias da vida. “Contato: erickwmorais@hotmail.com

Fonte: ContiOutra

COMUNICADO

É com muito prazer que a Direção da Rede Clínica PROVIDA vem informá-los que seus profissionais estão encerrando os atendimentos neste ano de 2016. Gostaríamos de ressaltar que foi uma grande satisfação e grande aprendizado tê-los como pacientes. Agradecemos também aos profissionais de várias áreas da saúde que indicaram nossos serviços, obrigado pela confiança no trabalho da Clínica PROVIDA.

E no ano de 2017 teremos NOVIDADES, estaremos atendendo em prédio próprio, em novo endereço. #Aguardem

Nos colocamos à disposição através dos seguintes meios de comunicação: e-mail:

contato@providaaf.com.br ou pelo telefone (66) 9212-7491

 

Atenciosamente,

PRO VIDA – Clínica Integrada de Saúde

A Importância do Acompanhamento Psicológico no Emagrecimento

Muitas pessoas buscam emagrecer ou manter hábitos de vida mais saudáveis, porém não conseguem seguir uma prescrição alimentar ou manterem-se firmes em seus objetivos. Existem muitas razões pelas quais as pessoas possuem esse tipo de comportamento, que acaba resultando na dificuldade em reduzir o peso, e ainda mais em mantê-lo. É importante ressaltar que mais do que emagrecer, a mudança de hábitos produz maior qualidade de vida, podendo reduzir significativamente o risco de inúmeras doenças, sendo assim, um trabalho de prevenção que vai além apenas da questão estética em si. Desse modo, porque é tão difícil para algumas pessoas alcançarem esse objetivo?

Vamos compreender um pouco melhor esse processo a partir da Terapia Cognitiva, que fundamenta-se no conceito de que o modo pelo qual as pessoas pensam afeta o que elas sentem e também o que fazem. Sendo assim, ela auxilia na identificação de pensamentos “sabotadores” e a respondê-los de modo mais adaptativo sem que haja tanto sofrimento, fazendo com que o sujeito sinta-se melhor e consequentemente seu comportamento será mais funcional, adaptando-se de forma mais saudável a essas situações.

Desse modo, é importante compreendermos que quando alguém decide emagrecer ou mudar seus hábitos, vai ao Nutricionista e recebe seu plano alimentar pensado de acordo com suas necessidades, essa pessoa precisará então aprender a lidar com seus pensamentos. Isso mesmo! São eles que determinam a eficácia ou não de uma dieta. Os pensamentos conhecidos como “sabotadores” são aqueles que acontecem automaticamente e por serem muito rápidos, torna-se difícil identificá-los.

Há situações em que chegamos em casa depois de um dia muito cansativo e estressante no trabalho e então, vem o pensamento sabotador: “ah, hoje meu dia foi tão cansativo que mereço essa barra de chocolate!”, se não identificarmos esse pensamento e buscarmos um pensamento alternativo, como por exemplo: “mesmo tendo um dia muito cansativo, comerei apenas um pedaço desse chocolate, ou não comerei nenhum pedaço, pois seguirei firme em minha dieta” ou “o prazer em comer esse chocolate logo passará, mas o estresse e cansaço terei de enfrentar todos os dias” corremos o risco de “escorregarmos” na nossa dieta ou em nossos hábitos saudáveis. Esses pensamentos alternativos podem auxiliar na tomada de decisões para que haja uma reflexão e um questionamento e consequentemente não aconteça a auto sabotagem.

Obviamente que o processo de identificação leva tempo e esses exemplos acima citados são apenas para ilustrar os pensamentos sabotadores e de como eles funcionam (Isso não significa que você não poderá comer mais chocolate ou qualquer outro alimento!). Como mencionei, é apenas um exemplo. Por isso a importância de um acompanhamento Psicológico de modo a auxiliar na identificação dos pensamentos e a lidar com eles de modo funcional. Afinal, seguir sua dieta pode ser algo prazeroso! Basta lidar com seus pensamentos e sua forma e sentir e agir também se modificarão.

A partir da terapia cognitiva é possível realizar uma reestruturação cognitiva e mudança comportamental, auxiliando na resolução de problemas práticos e psicológicos, e também a desenvolver novos pensamentos e habilidades comportamentais, instrumentos que você poderá utilizar não somente em situações atuais ou relacionadas à sua dieta, mas também em problemas futuros. Desse modo, é possível o desenvolvimento de estratégias para a manutenção do peso desejado, que para muitas pessoas torna-se mais difícil do que a própria perda de peso em si. Sendo assim, acompanhamentos nutricional e psicológico caminham juntos! A persistência e o foco certamente lhe farão alcançar bons resultados.

Referências utilizadas:

BECK, Judith S. Pense magro: a dieta definitiva de Beck. Porto Alegre: Artmed, 2009.