Transtorno de Humor Bipolar

O que é?

O Transtorno de Humor Bipolar é um Transtorno de Humor marcado por flutuações de humor e energia, que afeta mais de 1% da população mundial, independente de nacionalidade, etnia ou status socioeconômico. É um transtorno psiquiátrico complexo, encontrado em todas as idades e sexos, e que, apesar de relativamente comum, muitas pessoas têm uma ideia equivocada do que realmente representa ter este transtorno. Aqueles com bipolaridade experimentam momentos, ou episódios, de alta energia, – conhecidos como mania ou euforia – e momentos/episódios de baixa energia – ou depressão – de maneira periódica. Essa variação é sentida e observada em níveis de energia, atividade, e humor.  No entanto, uma característica essencial é que as pessoas que sofrem deste transtorno passam grande parte do tempo com o humor normal e estável – também por isso a variação é chamada de episódio.

Muitas vezes vulgarizamos a bipolaridade, dizendo que qualquer um que fique muito bravo, por exemplo, é bipolar, ignorando que flutuações de humor, especialmente em momentos estressantes, são normais na vida. Mas é importante entendermos que os sentimentos experimentados por aqueles que sofrem com a doença são extremamente intensos e persistem por mais de um dia. Na literatura científica, cada vez mais se entende a bipolaridade como um espectro, ou seja, que ela pode se apresentar em intensidades e de formas variadas. Temos que lembrar que a bipolaridade, normalmente, acompanha a pessoa por toda sua vida, e pode levar a prejuízos cognitivos, funcionais, na saúde geral do indivíduo, e aumento mortalidade, seja por morte ou suicídio . O transtorno é uma das causas principais de incapacitação entre jovens, e existem tipos diferentes de bipolaridade, cada uma com características específicas que podem ser melhor examinadas por um profissional da saúde mental.

A pessoa passando por um episódio maníaco pode não ver o seu aumento de energia como algo ruim. Ele pode se manifestar não apenas por um crescimento da irritabilidade, mas também pela alta de atividade direcionada a um objetivo (faxinar toda a casa em um dia, envolver-se em muitas atividades concorrentes, desejo sexual aumentado), tagarelice, comportamentos de risco (gastar demais, fazer atividades perigosas), aumento significativo de autoestima (a pessoa se sente muito mais forte, inteligente ou bonita),  e sentimento de invencibilidade ou grandiosidade (se achar o melhor, que todos têm inveja de si, que nada pode acontecer consigo). Aumentos de nível de energia associados a mudanças claras no comportamento de uma pessoa devem ser observadas com cuidado.

Quais as causas da bipolaridade?

É impossível definir uma causa única para a bipolaridade. Há fortes fatores genéticos, além de aspectos fisiológicos, comportamentais e ambientais envolvidos. Ainda, o curso do transtorno é afetado pela quantidade de episódios que uma pessoa vivencia.

A bipolaridade pode vir acompanhada de outros transtornos?

Sim! Pessoas com bipolaridade podem ter, ao mesmo tempo, outros transtornos psiquiátricos. Os mais comuns são Transtorno de Ansiedade, Transtorno de Abuso de Substâncias, Fobias, TDAH, e Transtornos de Conduta.

Como é feito o diagnóstico de bipolaridade?

O diagnóstico é feito clinicamente através de entrevistas realizadas por profissionais das áreas de psiquiatria e/ou psicologia, e pode ser auxiliada pelo uso de inventários e questionários. O diagnóstico é o primeiro passo para iniciar um tratamento.

Existe tratamento?

Sim! Intervenções farmacológicas e psicoterápicas são indicadas em associação, tanto durante um episódio, quanto para prevenir que estes ocorram. Psicoeducação, que engloba a compreensão dos sintomas e prejuízos associados a bipolaridade, também é fundamental para o tratamento.

Se você acha que pode ter bipolaridade, busque ajuda de um profissional qualificado para uma avaliação!

Autora: Sophia Martínez

TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo

O transtorno obsessivo-compulsivo, conhecido popularmente pela sigla TOC, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade. Sua principal característica é a presença de crises recorrentes de pensamentos obsessivos, intrusivos e em alguns casos comportamentos compulsivos e repetitivos.

Analogicamente falando, uma pessoa com TOC é como um disco riscado, que repete sempre o mesmo ponto daquilo que está gravado. Pacientes com este transtorno sofrem com imagens e pensamentos que os invadem insistentemente e, muitas vezes, sem que consiga controlá-los ou bloqueá-los. Para essas pessoas, a única forma de controlar esses pensamentos e aliviar ansiedade que eles provocam é por meio de rituais repetitivos, que podem muitas vezes ocupar o dia inteiro e trazer consequências negativas na vida social, profissional e pessoal. Esse ritual é chamado de compulsão, um tipo de comportamento irracional e repetitivo que segue um padrão de regras e etapas extremamente rígido, geralmente pré-estabelecido pela própria pessoa.

É muito comum que pacientes com TOC acreditem que, se deixarem de cumprir o ritual, algo terrível poderá acontecer. Esse comportamento tende a agravar-se à medida em que a doença não é tratada ou diante de algum evento estressante ou traumático. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoces são muito importantes e essenciais para a recuperação.

Sintomas de Transtorno obsessivo-compulsivo

Os principais sinais e sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo consistem basicamente em duas partes, que dão nome à doença: obsessão e compulsão. No entanto, é comum encontrar pessoas que desenvolvam apenas um dos tipos de sintomas.

Sintomas de obsessão

Uma obsessão, dentro do transtorno obsessivo-compulsivo, consiste em uma série de imagens, pensamentos e ideias que vêm à cabeça da pessoa insistente e repetidamente, sem que ela possa controlar. Geralmente, a obsessão vem seguida da compulsão, que nada mais é do que uma forma de se livrar da própria ansiedade por meio de rituais e comportamentos repetidos e irracionais. No entanto, a obsessão em uma pessoa com TOC também pode manifestar-se isoladamente. Os casos obsessivos mais comuns na doença são:

  • Obsessão por limpeza, que são, geralmente, resultado de um medo irracional de contaminação ou sujeira.
  • Fixação por uma organização rígida, que segue obrigatoriamente uma determinada ordem e simetria.
  • Pensamentos agressivos, de autoagressão ou outros pensamentos de carga negativa.
  • Pensamentos indesejados, incluindo de temas sexuais ou religiosos.

Sintomas de compulsão

Em pessoas com TOC, compulsões são comportamentos repetitivos que o paciente se sente compelido a executar para controlar, prevenir ou reduzir a ansiedade causada pelas obsessões ou, ainda, para impedir que algo terrível aconteça. O cumprimento dos rituais característicos do TOC, no entanto, não trazem prazer para a pessoa, sendo capaz de reduzir a ansiedade apenas temporariamente.

Tratamento

O tratamento do TOC, que inclui acompanhamento psicológico (psicoterapia) e psiquiátrico (medicamentoso), pode demorar meses ou anos para começar a surtir efeito, por isso deve ser mantido por bastante tempo, às vezes por toda a vida.

Casos leves de transtorno obsessivo compulsivo podem ser tratados apenas com a psicoterapia e muitas vezes o paciente fica livre de sintomas, apresentando uma melhora significativa da sua qualidade de vida. Já nos casos moderados e graves de TOC, o tratamento é feito com a combinação de tratamento medicamentoso com psicoterapia.

Para maiores informações consulte um Psicólogo ou Psiquiatra.

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Autismo e Desenvolvimento Cognitivo

O autismo – ou Transtornos do Espectro Autista (TEA) – refere-se a uma série de transtornos que caracterizados por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não verbal, assim como características únicas e diferentes. Não existe um tipo único de autismo e sim situações individuais causadas por diferentes combinações genéticas.

Aproximadamente 1 em cada 160 crianças em todo o mundo possui algum transtorno do espectro autista, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Uma criança autista apresenta dificuldades no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, interação e comportamento social. Mas estudos já mostraram que programas de treinamento e educação podem reduzir essas dificuldades.

Não há testes de sangue ou genéticos que possam determinar se uma criança é autista. O diagnóstico é baseado no comportamento.

O processo de identificar uma criança autista assemelha-se a identificar uma deficiência de aprendizado. É preciso olhar para as habilidades sociais da criança e ver se elas ficam aquém do seu potencial. Não existe uma maneira simples de conferir se uma criança demonstra comportamento social apropriado para sua idade, da mesma maneira que as habilidades de leitura e escrita.

Tal como qualquer pessoa, quem é diagnosticado com TEA tem pleno direito à educação em escolas regulares, sejam públicas ou particulares. Estar na sala de aula comum permite à pessoa diagnosticada com TEA socializar e aprender com pessoas diferentes. Por lei, toda criança tem o direito de conviver em sociedade e aprender em um ambiente heterogêneo – o que é positivo para o desenvolvimento humano.

Com qual idade geralmente é possível diagnosticar se a criança possui TEA?

Não há consenso quanto a isso. Ao contrário, trata-se de uma questão bastante polêmica. Se, por um lado, há quem defenda o diagnóstico precoce, por outro, uma parte significativa de especialistas afirma que é preciso considerar que nos anos iniciais estamos em pleno desenvolvimento e um diagnóstico equivocado pode gerar sérios prejuízos. O diagnóstico de TEA é o que chamamos de diferencial, que é um método sistemático usado para identificar doenças realizado, essencialmente, por processo de eliminação. Envolve a somatória de algumas características e a exclusão de outras, ou seja, características que podem indicar que uma criança tem um transtorno do espectro autista podem não estar presentes em outra com o mesmo diagnóstico.

Toda criança com um interesse específico por um assunto pode ser diagnosticada com TEA?

Não. Trata-se de um mito. Nem todas as crianças com TEA apresentam necessariamente o que se convenciona chamar de “interesse focal” e nem todas as crianças com um interesse específico têm esse diagnóstico médico. De fato, crianças costumam demonstrar maior interesse por algo. Identificar tais interesses é fundamental para engajá-las no processo de aprendizagem que justamente tem como um de seus objetivos ampliar repertórios e agregar conhecimentos novos.

Qual a escola mais indicada para a criança autista?

A mais próxima de sua residência. No caso da rede privada, é aquela que a família escolhe como de sua confiança. Quando os pais enfrentam dificuldade para matricularem seus filhos na escola, é recomendável, em primeiro lugar, estabelecer diálogo. Se, no entanto, essas tentativas forem esgotadas, uma alternativa é contatar a Secretaria de Educação do município e, oportunamente, o Ministério Público, exigindo os direitos do estudante. Lembrando que o direito a uma educação inclusiva não se restringe a matrícula e presença; compreende também o desenvolvimento de suas potencialidades para a plena participação em igualdade de condições com seus pares.

Fonte: Nayara Carmo

Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG

O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é caracterizado pela ansiedade excessiva e preocupação exagerada com os eventos da vida cotidiana sem motivos óbvios. Pessoas com sintomas de transtorno de ansiedade generalizada tendem sempre a esperar um desastre e estão sempre extremamente preocupadas com saúde, dinheiro, família, trabalho ou escola.

Em pessoas com Ansiedade Generalizada, a preocupação geralmente é irreal ou desproporcional para a situação. A vida diária torna-se um constante estado de preocupação, medo e pânico. Eventualmente, a ansiedade domina o pensamento da pessoa, interferindo no funcionamento diário, incluindo o trabalho, a escola, as atividades sociais e os relacionamentos.

Principais sintomas da Ansiedade Generalizada

O Transtorno de Ansiedade Generalizada afeta a forma como uma pessoa pensa, mas a ansiedade também pode levar a sintomas físicos. A ansiedade generalizada ocorre quando uma pessoa encontra dificuldade para controlar o medo, durante vários dias, por um período superior a seis meses. Além disso é preciso apresentar três ou mais sintomas de da lista abaixo:

  • Preocupações e medos excessivos
  • Visão irreal de problemas
  • Inquietação ou sensação de estar sempre “nervoso”
  • Irritabilidade
  • Tensão muscular
  • Dores de cabeça
  • Sudorese
  • Dificuldade em manter a concentração
  • Náuseas ou queimação no estômago
  • Necessidade de ir ao banheiro com freqüência
  • Fadiga e sensação de cansaço constante
  • Dificuldade para dormir ou manter-se acordado
  • Surgimento de tremores e espasmos
  • Ficar facilmente assustado

Diagnóstico

O transtorno da ansiedade generalizada, também conhecido como TAG, é considerado um distúrbio mental salientado pela preocupação excessiva ou expectativa exorbitante que sai fora do controle por mais de seis meses.

Se os sintomas de Ansiedade Generalizada estiverem presentes, o médico iniciará uma avaliação fazendo perguntas sobre o histórico médico e psiquiátrico do indivíduo. Na sequência realizará um exame clínico. Embora não haja testes de laboratório para diagnosticar especificamente distúrbios de ansiedade, o médico pode usar vários testes para procurar doenças físicas como a causa dos sintomas.

Um psiquiatra ou um psicólogo farão o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada baseados em relatos da intensidade e duração dos sintomas – incluindo quaisquer problemas de funcionamento causados ​​pelos sintomas. O psicólogo ou psiquiatra então determina se os sintomas e o grau de disfunção indicam um transtorno de ansiedade específico. TAG é diagnosticado se os sintomas estiverem presentes há mais dias do que não durante um período de pelo menos seis meses. Os sintomas também devem interferir com a vida diária, como fazer com que você perca o trabalho ou outros compromissos importantes.

Tratamentos

Se nenhuma outra condição médica for encontrada, o indivíduo pode ser encaminhado para um psiquiatra ou psicólogo, profissionais de saúde mental que são especialmente habilitados para diagnosticar e tratar doenças mentais como a Ansiedade Generalizada. O tratamento para o Transtorno de Ansiedade Generalizada geralmente inclui uma combinação de medicação e psicoterapia.

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Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)

O Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) caracteriza-se por comportamentos impulsivos de agressividade, violência ou irritação, geralmente seguidos por sentimentos de arrependimento, constrangimento ou remorso. As explosões podem resultar em danos materiais ou agressões físicas e verbais a terceiros, sendo normalmente desproporcionais às situações que as desencadeiam.

Trata-se de um transtorno no qual o controle dos impulsos e o controle emocional ficam afetados. Além disso, podemos dizer que se caracteriza por dois fatores fundamentais.

  • A pessoa com este transtorno vive episódios recorrentes nos quais protagoniza explosões de ira. Estados nos quais aparecem o descontrole e a agressividade, com uma atitude ameaçadora que se manifesta por meio de gritos e, frequentemente, danos físicos aos objetos que o rodeiam e inclusive a animais ou pessoas. Não se trata de uma coisa pontual, mas sim de um estado emocional descontrolado recorrente.
  • Estes episódios de ira não são proporcionais à causa que os acarreta. Costumam ser provocados por uma situação que o sujeito interpreta como negativa, mas com a qual outras pessoas lidariam com facilidade, como uma pequena discussão, um trabalho que não deu certo, uma crítica de um colega de trabalho… Em alguns casos a causa pode até ser imaginária, como por exemplo sentir-se atacado em uma discussão, quando na verdade não existe ataque, ou por ciúmes imaginários. Todos são “motivos” que desatam uma forte agressividade.

Explosões de fúria

As explosões do Transtorno Explosivo Intermitente podem durar até meia hora e na maioria dos casos geram agressões físicas e verbaisdanos corporais e destruição de propriedades de terceiros. As crises podem ocorrer frequentemente ou em intervalos de tempo que podem ir de semanas a meses.

No período entre os episódios, o indivíduo pode mostrar-se relativamente calmo ou manifestar sinais de irritação ou impulsividade.

Antes ou durante as explosões de agressividade, a pessoa pode apresentar ainda pensamentos acelerados, euforia, formigamentos no corpo, tremor, aumento da frequência cardíaca, sensação de pressão na cabeça e aperto no peito.

Diagnóstico

Contudo, para que o Transtorno Explosivo Intermitente seja diagnosticado, é necessário que a pessoa apresente os seguintes sinais e sintomas:

 Episódios frequentes de explosões de agressividade que resultaram em agressões ou danos materiais a terceiros;

 Reações de agressividade que são absolutamente desproporcionais às situações que as desencadeiam;

 Atitudes agressivas que não são despoletadas pelo uso de drogas ou qualquer outra substância ou ainda por outras doenças e distúrbios psiquiátricos, como transtornos de personalidade e transtorno bipolar.

O tratamento do Transtorno Explosivo Intermitente inclui o uso de medicamentos e psicoterapia. Na presença desses sintomas, consulte um médico(a) psiquiatra ou um(a) psicólogo(a) para que seja realizada uma avaliação.

Fonte: TEI

Saiba o que é Depressão

A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente. Atualmente é considerada a quarta principal causa de incapacitação, segundo a Organização Mundial da Saúde. Esse transtorno psiquiátrico atinge pessoas de qualquer idade — embora seja mais frequente entre mulheres — e exige avaliação e tratamento com um profissional. O desânimo sentido é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar.  Esse desequilíbrio pode ser desencadeado por eventos da vida da pessoa, assim como, por fatores biológicos.                                                                                   

De acordo com o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, em sua quinta edição lançada em maio de 2013) os critérios diagnósticos para a depressão são:

– Cinco ou mais dos sintomas seguintes presentes por pelo menos duas semanas e que representam mudanças no funcionamento prévio do indivíduo; pelo menos um dos sintomas é:

 

1. Humor deprimido na maioria dos dias, quase todos os dias (p. ex.: sente-se triste, vazio ou sem esperança) por observação subjetiva ou realizada por terceiros;

2. Acentuada diminuição do prazer ou interesse em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (indicado por relato subjetivo ou observação feita por terceiros);

3. Perda ou ganho de peso acentuado sem estar em dieta (p.ex. alteração de mais de 5% do peso corporal em um mês) ou aumento ou diminuição de apetite quase todos os dias;

4. Insônia ou hipersônia quase todos os dias;

5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observável por outros, não apenas sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento);
6. Fadiga e perda de energia quase todos os dias;

7. Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode ser delirante), quase todos os dias (não meramente autorrecriminação ou culpa por estar doente);

8. Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjetivo ou observação feita por outros);

9. Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, ou tentativa de suicídio ou plano específico de cometer suicídio;

 

Dessa maneira muitas pessoas não sabem que sofrem de depressão por não conseguirem enxergar em si mesmos os sintomas característicos da doença. Portanto, se você conhece alguma pessoa que está tendo comportamentos típicos de alguém depressivo, converse com ele e sugira a procura de um profissional especializado. Caso perceba em si tais sintomas, busque ajuda também. Quanto antes a doença for diagnosticada, melhor o prognóstico!                

Por: Lilian Medeiros Trigueiro Quadros

Compulsão alimentar: saiba como tratar

compulsão alimentar é considerada um distúrbio alimentar caracterizado pela ingestão exagerada de alimentos. Essa ingestão ocorre mesmo sem a presença de fome ou necessidade física do alimento. Em geral, a pessoa compulsiva perde o controle sobre o que está ingerindo e em qual quantidade. Dessa forma, come alimentos em grandes quantidades em um curto espaço de tempo.

Um indivíduo que apresenta episódios de compulsão alimentar, na grande maioria das vezes, ingere alimentos calóricos independentemente da sensação de fome.

Principais sintomas

Sabemos que todo mundo tem um momento em que exagera na comida. Fato que ocorre mais comumente em festas de final de ano. Logo, comer demais esporadicamente é considerado uma situação normal. No entanto, comer demais se tornar um transtorno quando se torna um hábito e foge do controle. A compulsão alimentar é identificada quando a pessoa passa a ser dependente da comida.

Quando o sujeito passa a se alimentar com maior frequência do que o necessário, mesmo não sentindo fome, um sinal vermelho deve ser aceso. Ele pode ser um compulsivo alimentar e alguns sinais podem ser observados:

  • A pessoa come mais rápido do que o normal;
  • Passa a comer quando não está com fome;
  • Continua comendo mesmo quando já está saciado e após ter ingerido quantidades maiores que o necessário;
  • Come sozinha ou escondida das outras pessoas;
  • Fica mais introvertida;
  • Pode apresentar problemas afetivos e vício em jogos de azar e bingos;
  • Sente-se triste ou culpada por comer demais.

Como tratar

Assim como os demais distúrbios alimentares, nos quadros de compulsão alimentar o tratamento deve ser multidisciplinar. O indivíduo deve receber acompanhamento médico, psicológico, nutricional e em muitos casos medicamentoso. O psiquiatra deve orientar e ser o responsável por prescrever o remédio para o controle de ansiedade, por exemplo.

É importante ressaltar que o tratamento não deve se resumir ao uso de medicação. É importante que o paciente trabalhe sua mente, buscando ampliar a consciência que tem sobre si. Psicólogo e paciente devem trabalhar para compreender os gatilhos da ansiedade e estabelecer estratégias de controle.

Recomenda-se também a prática de exercícios físicos e atividades relacionadas à atenção. Além de manterem o corpo saudável, também ajudam na produção de endorfina e no controle da ansiedade.

Quais são os riscos associados à compulsão alimentar?

Pessoas com compulsão alimentar têm maior risco de desenvolver:

  • Obesidade;
  • Cálculo renal quando a pessoa consome muito cálcio;
  • Diminuição da capacidade respiratória; apnéia do sono
  • Doenças como a diabetes tipo 2, hipertensão e níveis de colesterol alto;
  • Gastrite; hérnia de hiato;
  • Infertilidade;
  • Insuficiência cardíaca e problemas vasculares;
  • Outros distúrbios alimentares como a bulimia ou anorexia;
  • Transtornos psicológicos como depressão e o transtorno obsessivo compulsivo.

É relevante destacar que a compulsão alimentar causa obesidade em 75% dos casos. Os riscos destacados acima são problemas decorrentes desse aumento de peso.

Para maiores Informações consulte um de nossos psicólogos: (66) 3521-3149 (66)9.8406-5870

A PSICOTERAPIA E O AUTOCONHECIMENTO

Uma das melhores coisas que a psicoterapia nos proporciona é o aumento do nosso autoconhecimento. Mas por que ele é tão importante assim?

Geralmente quando procuramos a psicoterapia, temos algum sofrimento ou algo que nos incomoda. Diante dessa busca, o nosso objetivo é conseguir ter mais satisfação na vida e conseguir uma solução para nossos problemas. Porém, algo que muitas vezes não nos damos conta é que, na psicoterapia, além de buscarmos atingir aquele objetivo, adquirimos também o autoconhecimento. Autoconhecer-nos é sabermos dizer (1) o que controla os nossos comportamentos, noutras palavras o que nos faz agir de uma maneira ou de outra; (2) como os comportamentos dos outros influenciam os nossos e (3) como os nossos influenciam nos os comportamentos dos outros. Por meio desse conhecimento, podemos prever como lidaremos com alguma situação e podemos nos preparar para isso. Por exemplo, se sabemos que diante de figuras de autoridade, tendemos a nos calar e aceitar imposições e temos uma reunião com o chefe, é possível que nos preparemos melhor para a essa reunião, organizando dados, planilhas e preparando respostas que nos deem mais segurança e eleve a nossa auto-estima no momento da reunião. Autoconhecimento, então, é descrever situações que influenciem positivamente ou negativamente as nossas atitudes diante das nossas relações com as pessoas, com o mundo.

Com o autoconhecimento, podemos evitar sofrimentos futuros; por saber que algum comportamento nosso nos faz mal, temos mais chances de evitá-los. Com ele, também é possível melhorar a nossa comunicação e os nossos relacionamentos, pois quando nos conhecemos melhor e analisamos os nossos comportamentos, temos mais habilidade para analisar os comportamentos dos outros também. Se nós não percebemos as conseqüências que nossos comportamentos têm na nossa vida, como saber a melhor forma de agir para alcançar um objetivo?

Diante do que já foi lido, você deve estar se perguntando: – Como esse autoconhecimento se desenvolve?

A partir do momento em que começamos a pensar sobre as nossas atitudes, nos conhecemos um pouco um tanto mais. Pensar no que fazemos, como fazemos e quando fazemos… Pensar no que aumenta as nossas chances de fazer algo ou em quais situações essas chances diminuem.

A psicoterapia é um contexto propício para isso. Nesse contexto, além de se contar com um profissional que te ajuda a refletir e entender como e porque as coisas acontecem, as sessões constituem um tempo no qual você dedica exclusivamente ao pensamento e análise sobre aquilo que incomoda; pensando em hipóteses, imaginando as possíveis situações e suas soluções. Por meio desse trabalho, com a ajuda e perguntas do terapeuta, nosso autoconhecimento vai aumentando.

Será que você se conhece tão bem quanto pensa?

 

Cuide de sua Saúde Mental, Consulte um Psicólogo. 

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Impor limites e estabelecer regras é fundamental

Pode até parecer difícil ser um pouco mais duro quando necessário, mas os benefícios virão a médio e longo prazo e por isso iremos compartilhar 10 dicas para impor limites aos filhos sem perder o pulso firme.

Impor limites e estabelecer regras é fundamental para que os filhos se tornem adultos responsáveis e que primam pelo respeito. Em sua missão de educá-los, os pais precisam de autoridade, persistência e determinação para manter os filhos em um caminho seguro de desenvolvimento da própria autonomia.

A disciplina deve estar presente em qualquer fase da infância e da adolescência. Pode até parecer difícil ser um pouco mais duro quando necessário, mas os benefícios virão a médio e longo prazo. Confira algumas dicas para os papais que ainda estão na dúvida sobre qual é a melhor conduta a se tomar:

  • Não tenha medo de impor regras

Não tenha medo de impor regras e limites para o seu filho desde pequeno. Acostumá-lo com este processo logo cedo vai fazer com que ele respeite você e suas ordens em todas as etapas de sua vida. Comece impondo regras relacionadas a horários e estabeleça uma rotina, fazendo tudo do mesmo jeito, todos os dias. Mesmo os pequenos já compreendem o que você diz e as regras que impõe. Não subestime seu diálogo com seu filho.

  • Cumpra com as consequências estabelecidas

Se você estabeleceu uma consequência para a quebra de uma regra, é fundamental cumpri-la. Não pode haver hesitação nesse passo. A criança passará a respeitar mais suas determinações ao perceber que você realmente tem a intenção de cumprir a pena prometida. Além disso, é importante que a criança esteja ciente do motivo pelo qual foi punida – ou não aprenderá nada.

  • Não fique importunando com repetições

Se você já estabeleceu a regra, explicou as consequências para seu filho e começou a colocar as determinações em prática, não há necessidade de repetir o combinado para ele a todo momento. Tome cuidado para não cansar a criança e estimulá-la a quebrar a regra para ver o que acontece, ou seja, conferir se você realmente cumprirá aquilo que tanto repete. Mostre que a palavra final é sua, mas não seja repetitivo.

  • Mantenha a relação de autoridade enquanto eles morarem com você

Muitos pais se perguntam se devem manter a prática de estabelecer regras e limites mesmo com filhos mais velhos. Isso depende de uma série de fatores pessoais, que varia de família para família. Mas uma dica é manter a rotina de regras enquanto eles dependerem de você. Enquanto os filhos moram com os pais, é fundamental manter uma boa convivência, sem que eles, conforme forem crescendo, comecem a duvidar de sua autoridade, passando por cima do que foi estabelecido. E, para isso, é crucial manter os limites e, principalmente, as consequências. Ou seja, enquanto a casa é sua, as regras também devem ser.

  • Seja justo e coerente

Fique atento às regras estabelecidas para que não seja pego de surpresa no momento de aplicá-las. Repense os limites para que eles façam sentido no momento em que for necessário conversar com a criança sobre eles – não dá para cobrar coisas muito diferentes de crianças em idade e condições semelhantes. O que vale para um, vale para todos. Isso é válido também para costumes que tacitamente acabam se impondo de forma injusta, como quando apenas as filhas assumem a obrigação de ajudar a arrumar casa.

  • Aplique as mesmas regras aos visitantes

A regra que você estabeleceu para seus filhos vale também para os amigos que os visitam na sua casa. Assegure que a própria criança explique as regras para as outras pessoas e monitore para que os limites sejam cumpridos de forma harmônica.

  • Não aceite que seus filhos também imponham regras

É verdade que os pais devem dar exemplo e que sem isso o aprendizado é dificultado. Mas isso não significa que cada vez que você for estabelecer uma regra seja necessário permitir que a criança estabeleça uma contrapartida, cobrando algo de você. Deve ficar claro quem é a figura de autoridade na casa e que determinadas regras se aplicam apenas às crianças.

  • Dialogue com os mais velhos sobre o estabelecimento das regras

Para os pequenos, que ainda não têm o discernimento do que é certo e errado, é fundamental partir dos pais o estabelecimento dos limites. No entanto, com os adolescentes a história muda. Nesta idade, pode ser interessante que eles participem da definição das regras. Nesta etapa, eles já entendem quando estão fazendo alguma coisa certa ou errada e podem se sentir estimulados se forem incluídos nas decisões. Mas lembre-se: a palavra final é sua.

  • Não desista

Mantenha atitudes coerentes em relação às regras. Não desista no meio do caminho do que foi combinado ou a sua credibilidade irá por água abaixo. Garanta com que os limites impostos se adequem à vida cotidiana da família para que todos colaborem com o processo. Mantenha o pulso firme.

  • Esclareça que as regras não se aplicam só dentro de casa

Deixe claro para as crianças que as regras também valem para quando eles estão fora de casa. Se o combinado for descumprido durante um passeio ou na casa de outra pessoa, as consequências devem ser aplicadas assim que vocês chegarem em casa, impreterivelmente. Converse com avós, tios e padrinhos para que eles não permitam atitudes proibidas por você. Se isso acontecer, explique para a criança que foi uma exceção e que a regra continua valendo em casa e em outros lugares também.