15 livros para ler com o filho durante a alfabetização

Como pai, como mãe, você já deve saber que o gosto pela leitura surge desde a mais tenra idade nas crianças, né? Mesmo antes de aprender a ler, os pequenos que recebem os estímulos adequados em casa e na escola passam a valorizar os livros e a riqueza narrativa que eles contêm.

A leitura é um instrumento de descoberta do mundo! Estórias, contos e poemas estimulam a empatia e a imaginação infantil, e quando lidas pelos pais ou na companhia deles, criam um laço familiar cujos efeitos positivos permanecem durante todas as fases da vida.

Pensando nisso, elaboramos uma lista com 15 livros para alfabetização, ou melhor, que vão contribuir para esse processo e instigar em seu filho o interesse pela leitura!

1. Abecedário de Bichos

O Abecedário dos bichos brasileiros é uma obra de Geraldo Valério, publicada pela Martins Fontes, que combina o alfabeto com os animais da fauna brasileira. As belíssimas ilustrações são do biólogo Humberto Conzo Júnior. Do mesmo autor e com uma proposta similar, há também o Abecedário das aves brasileiras.

2. Alfabarte

De Anne Guéry e‎ Olivier Dussutour, Alfabarte é uma publicação interativa da Companhia das Letrinhas que mistura arte e linguagem. Ao esconder letras em quadros e ilustrações, os autores proporcionam aos pequenos uma aventura de descoberta visual.

3. Lá vem história

Lá vem história, de Heloisa Pietro, também publicado pela Companhia das Letrinhas, é uma coletânea de contos que traz clássicos como O Negrinho do Pastoreio e Macunaíma e outras histórias fantásticas para o público infantil.

4. Clara

Que criança nunca sonhou em ser grande? Clara aborda justamente esse desejo dos pequenos de bancar os adultos de uma forma leve e divertida. Os autores são Ilan Brenman e Silvana Rando, e a publicação é da Brinque Books.

5. Cada bicho seu capricho

Nesse livro de Marina Colasanti, publicado pela Global Editora, as crianças conhecem os animais, suas características e ainda se divertem com rimas e aliterações, aprendendo, assim, a sonoridade e o ritmo das palavras.

6. Marcelo, marmelo, martelo  

Da autora Ruth Rocha, Marcelo, marmelo, martelo traz um dos personagens mais divertidos da literatura infantil nacional: Marcelo, o menino que desejava dar novos nomes a tudo que o rodeava. Publicação da Editora Salamandra.

7. Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos

Edição exclusiva da Cosac Naify, esse livro reúne mais de 100 contos dos irmãos Grimm traduzidos diretamente do alemão. As ilustrações são do ilustrador pernambucano J. Borges.

8. Coleção Estrelinha – Volume 2

A Coleção Estrelinha é segmentada em três níveis, que evoluem do mais simples ao mais complexo em termos linguísticos. Cada volume reúne seis títulos, e entre os livros do segundo volume, destacamos A arara cantora, A onça e a anta e O macaco medroso, da autora Sônia Junqueira.

9. O menino maluquinho

Do cartunista Ziraldo, O menino maluquinho é uma série de revistas em quadrinhos baseada no livro de mesmo nome publicado em 1980. A saga do menino foi adaptada para o cinema em 1995 e 1997. A versão online pode ser conferida no site de Ziraldo!

10. Boa Noite, Coruja!

De Pat Hutchins, o livro traz o conto acumulativo — no qual a mesma história se repete para mais de um personagem — de uma coruja que quer dormir, mas não consegue por conta do barulho feito pelos outros animais da floresta. A publicação é da Martins Fontes.

11. Houdelier.com

No site houdelier.com, a psicóloga e web designer brasileira Cláudia Houdelier criou um espaço para compartilhar audiobooks, artesanato e diversas outras publicações relacionadas às artes. Destacamos a sessão de audiobooks infantis disponibilizados em português que engloba títulos como A Pequena Sereia e Alice no País das Maravilhas.

12. Bem Lá no Alto

Bem lá no alto, de Susanne Strasser, traduzido por Julia Bussius, conta a história de um urso faminto que avistou um delicioso bolo, mas que não podia alcançá-lo sozinho. As ilustrações são da própria autora. O livro foi publicado pela Companhia das Letrinhas.

13. Eu sou assim e vou te mostrar

De Heinz Janisch, Eu sou assim e vou te mostrar apresenta as partes do corpo humano às crianças de forma lúdica, brincando com rimas e com a sonoridade das palavras. O livro também ressalta as semelhanças e diferenças entre os seres humanos e os outros animais. Publicado pelo grupo Brinque Books.

14. Leo e a baleia

Do ilustrador Benji Davies e traduzido por Marília Garcia, esse livro traz um emocionante conto sobre a amizade entre um menino que gosta de narrar histórias, uma baleia que é uma excelente ouvinte, e seu pai, que é um pescador.

15. A história dos pingos  

Clássico de Mary França, A história dos pingos traz as personalidades e as cores de cada um dos sete pingos: Pingo de Flor; Pingo de Lua; Pingo de Ouro; Pingo de Sol; Pingo de Fogo; Pingo de Céu; e Pingo de Mar.  Publicado pela Global Editora.

As pérolas contidas nos livros para alfabetização

Você já conhece alguns dos títulos listados acima, certo? É possível que você já os tenha lido ou folheado quando criança. Há obras tão belas que encantam mais de uma geração.

Entenda que as pérolas contidas nesses livros infantis não necessariamente são as palavras ou as ilustrações, mas o sentimento de descoberta, de admiração e de maravilha que o conjunto da obra instiga nas crianças. É nessa fase de alfabetização que a imaginação começa a criar asas e a criança amplia seu horizonte de possibilidades. Por isso a leitura é tão importante.

Reforçamos que o momento da leitura em família também é um grande incentivador para que, mais tarde, a criança associe literatura com prazer, e tenha outras preferências além da televisão, do videogame e do smartphone. Além disso,  sabemos que a leitura ajuda no desenvolvimento da escrita e na capacidade de articulação e argumentação.

Os livros para alfabetização, portanto, não ficam conosco somente na infância, mas permanecem por anos e anos como memórias vivas, alegres, e faróis de imaginação e descobertas.

Fonte: Escola Infantil Montessori

Como estimular a Inteligência da Criança

Todos nós queremos que nossos filhos sejam o melhor que podem ser, não é mesmo? Agora imagine se você pudesse influenciar em quão inteligente seu filho pode ser. Tenho certeza que você ia desejar que fosse o mais inteligente possível!

A inteligência de uma criança está diretamente relacionada em quão bem seu cérebro é desenvolvido na infância. Quando mais bem formado é o cérebro, mais inteligente é a criança. A boa notícia é que podemos ajudar os pequenos de formas simples nesse desenvolvimento e fazer que eles fiquem mais inteligentes naturalmente.

Resolvi escrever este artigo para mostrar para todas as pessoas como elas podem fazer para melhorar significativamente o futuro dos pequenos de forma MUITO simples.

Conforme explica o Professor Phd Mustard em seu artigo publicado pela Universidade de Toronto no Canadá, o desenvolvimento da criança está diretamente relacionado ao desenvolvimento do cérebro, que acontece essencialmente nos primeiros anos de vida.

Nessa fase, o processo de desenvolvimento do cérebro é especialmente intenso, pois são formadas as bases para as aquisições das capacidades físicas, intelectuais e emocionais da criança. Veja essa foto retirada de um estudo realizado nos Estados Unidos.

Este estudo mostra que a formação do cérebro acontece principalmente até os 2 anos. Ou seja, mesmo após o nascimento, o cérebro continua sendo “construído” e a qualidade de sua “construção” depende das experiências vividas. Quanto melhor for a “construção” do cérebro nessa fase, melhor será a preparação das crianças para o futuro.

O processo de desenvolvimento do cérebro é especialmente intenso até os 5 anos. Nessa fase, são formadas as bases para as capacidades físicas, intelectuais e emocionais da criança. A formação do cérebro acontece através de influências físicas e afetivas na primeira infância (de 0 a 5 anos).

BEM, SE A PARTE MAIS IMPORTANTE DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA É DE 0 A 5 ANOS, O QUE NÓS PODEMOS FAZER PARA AJUDAR?

Falar com o bebê, por exemplo, faz com que ele se aproxime da linguagem oral e comece a se expressar por meio de palavras. Tudo deve ser sempre feito com muito carinho e acolhimento.

Podemos comparar a formação do cérebro com a construção de uma casa. O afeto e o estímulo são a base de tudo. Sem o afeto e o estímulo não é possível construir o raciocínio. Sem o raciocínio a criança não vai conseguir ir bem na escola. Isso pode causar um problema de autoestima e baixa inteligência emocional que vai afetar diretamente no trabalho e na vida social quando adulto.

Em outras palavras, o futuro da criança está diretamente relacionado à quantidade de afeto e estímulos que damos a eles na fase de formação (de 0 a 5 anos). Sem isso o desenvolvimento do cérebro não é possível e ele “desmorona”.

“É de 0 a 5 anos que os pequenos estão aprendendo habilidades que vai ser acompanhadas o resto da vida pelas crianças: nós aprendemos a caminhar, a falar a amar nos primeiros anos de vida.” Dra. Laura Vasconcelos em sua palestra sobre desenvolvimento infantil.

Ok, Devemos fornecer estímulos nessa fase de formação para ajudar na formação. Mas o que é e quais são esses estímulos?

Um estudo da Universidade da Pensilvânia, EUA, confirmou que a melhor forma de fazer seu filho se desenvolver é brincar com ele, pois não há forma de estímulo mais poderosa que o contato.

Acompanhando 64 crianças desde o nascimento até os 20 anos de idade, pesquisadores constataram que aqueles que recebiam atenção dos pais possuíam um QI mais alto quando adultos. Em outras palavras, se brincarmos com as crianças da maneira “correta”, aumentamos a chance delas terem um futuro brilhante.

São varias as formas de brincarmos com os bebês, porém algumas delas são mais eficazes, como de barriga pra baixo e no chão, não no colo.

Explico…

É claro que o aconchego do colo é uma delícia e você tem vontade de ficar com seu bebê o mais perto possível a maior parte do tempo. No entanto, permitir que os pequenos se movam livremente é fundamental a partir dos 6 meses. Isso porque as crianças que têm um desenvolvimento superior são as que não ficam tanto tempo no colo.

Quando o bebê fica apoiado de barriga para baixo em uma superfície plana e firme ele pode se apoiar com segurança e levantar a cabeça, certo? E é isso que ele vai fazer, aprender a se sentar e levantar a cabeça.

Aos 6 meses, ele vai começar a se sentar sozinho. Nossa dica é que você deixe seu filho brincar no chão por pelo menos 2 vezes por dia. Bem, se manter as crianças brincando no chão é tão importante, seria ótimo elas tivessem brinquedos que ajudassem elas a se desenvolver no chão, não é mesmo?

A boa notícia que existem brinquedos que permitem o desenvolvimento do bebê enquanto eles brincam! Ou seja, podemos brincar com nossos filhos enquanto eles se desenvolvem! Você também não acha isso lindo?

Infelizmente, preciso também dizer que não é qualquer brinquedo que tem essa função. Precisamos escolher bem quais os tipos de brinquedos damos para nossos bebês. Os melhores brinquedos são os que permitem as crianças se desenvolverem por completo: desde o cérebro até as mãos, os olhos e a coluna.

Existem brinquedos que aceleram muito o desenvolvimento da criança. Podendo chegar em até 3 vezes, então para lhes dar um ponto de partida deixo aqui um estudo realizado pela UNICEF: Relatório anual do Fundo das Nações Unidas para a Infância: crianças de até 6 anos, o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento. Brasília, 2006.

Vamos estimular nossos pequenos?

Fonte: Universo da Criança

 

 

E-Book: Consequências Neuropsicológicas em Crianças Vítimas de Violência Sexual.

Este e-book é um recorte do trabalho de conclusão de curso de Neuropsicologia de nosso psicólogo Ismael dos Santos que teve como tema as Consequências Neuropsicológicas em Crianças Vítimas de Violência Sexual. O objetivo principal deste material é contribuir para a compreensão da influência das Experiências Adversas na Infância, tendo como foco a violência sexual, e suas consequências no desenvolvimento neuropsicológico da criança acometida por tal violência.

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Sobre o Autor:  Ismael P. dos Santos é Psicólogo (CRP 18/01886), Especialista em Neuropsicologia pela Universidade de Araraquara/SP. Também especialista em Políticas Sociais de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Contato: ismael_psicol@hotmail.com (66)9.8406-5870

 

Transtorno de Humor Bipolar

O que é?

O Transtorno de Humor Bipolar é um Transtorno de Humor marcado por flutuações de humor e energia, que afeta mais de 1% da população mundial, independente de nacionalidade, etnia ou status socioeconômico. É um transtorno psiquiátrico complexo, encontrado em todas as idades e sexos, e que, apesar de relativamente comum, muitas pessoas têm uma ideia equivocada do que realmente representa ter este transtorno. Aqueles com bipolaridade experimentam momentos, ou episódios, de alta energia, – conhecidos como mania ou euforia – e momentos/episódios de baixa energia – ou depressão – de maneira periódica. Essa variação é sentida e observada em níveis de energia, atividade, e humor.  No entanto, uma característica essencial é que as pessoas que sofrem deste transtorno passam grande parte do tempo com o humor normal e estável – também por isso a variação é chamada de episódio.

Muitas vezes vulgarizamos a bipolaridade, dizendo que qualquer um que fique muito bravo, por exemplo, é bipolar, ignorando que flutuações de humor, especialmente em momentos estressantes, são normais na vida. Mas é importante entendermos que os sentimentos experimentados por aqueles que sofrem com a doença são extremamente intensos e persistem por mais de um dia. Na literatura científica, cada vez mais se entende a bipolaridade como um espectro, ou seja, que ela pode se apresentar em intensidades e de formas variadas. Temos que lembrar que a bipolaridade, normalmente, acompanha a pessoa por toda sua vida, e pode levar a prejuízos cognitivos, funcionais, na saúde geral do indivíduo, e aumento mortalidade, seja por morte ou suicídio . O transtorno é uma das causas principais de incapacitação entre jovens, e existem tipos diferentes de bipolaridade, cada uma com características específicas que podem ser melhor examinadas por um profissional da saúde mental.

A pessoa passando por um episódio maníaco pode não ver o seu aumento de energia como algo ruim. Ele pode se manifestar não apenas por um crescimento da irritabilidade, mas também pela alta de atividade direcionada a um objetivo (faxinar toda a casa em um dia, envolver-se em muitas atividades concorrentes, desejo sexual aumentado), tagarelice, comportamentos de risco (gastar demais, fazer atividades perigosas), aumento significativo de autoestima (a pessoa se sente muito mais forte, inteligente ou bonita),  e sentimento de invencibilidade ou grandiosidade (se achar o melhor, que todos têm inveja de si, que nada pode acontecer consigo). Aumentos de nível de energia associados a mudanças claras no comportamento de uma pessoa devem ser observadas com cuidado.

Quais as causas da bipolaridade?

É impossível definir uma causa única para a bipolaridade. Há fortes fatores genéticos, além de aspectos fisiológicos, comportamentais e ambientais envolvidos. Ainda, o curso do transtorno é afetado pela quantidade de episódios que uma pessoa vivencia.

A bipolaridade pode vir acompanhada de outros transtornos?

Sim! Pessoas com bipolaridade podem ter, ao mesmo tempo, outros transtornos psiquiátricos. Os mais comuns são Transtorno de Ansiedade, Transtorno de Abuso de Substâncias, Fobias, TDAH, e Transtornos de Conduta.

Como é feito o diagnóstico de bipolaridade?

O diagnóstico é feito clinicamente através de entrevistas realizadas por profissionais das áreas de psiquiatria e/ou psicologia, e pode ser auxiliada pelo uso de inventários e questionários. O diagnóstico é o primeiro passo para iniciar um tratamento.

Existe tratamento?

Sim! Intervenções farmacológicas e psicoterápicas são indicadas em associação, tanto durante um episódio, quanto para prevenir que estes ocorram. Psicoeducação, que engloba a compreensão dos sintomas e prejuízos associados a bipolaridade, também é fundamental para o tratamento.

Se você acha que pode ter bipolaridade, busque ajuda de um profissional qualificado para uma avaliação!

Autora: Sophia Martínez

TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo

O transtorno obsessivo-compulsivo, conhecido popularmente pela sigla TOC, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade. Sua principal característica é a presença de crises recorrentes de pensamentos obsessivos, intrusivos e em alguns casos comportamentos compulsivos e repetitivos.

Analogicamente falando, uma pessoa com TOC é como um disco riscado, que repete sempre o mesmo ponto daquilo que está gravado. Pacientes com este transtorno sofrem com imagens e pensamentos que os invadem insistentemente e, muitas vezes, sem que consiga controlá-los ou bloqueá-los. Para essas pessoas, a única forma de controlar esses pensamentos e aliviar ansiedade que eles provocam é por meio de rituais repetitivos, que podem muitas vezes ocupar o dia inteiro e trazer consequências negativas na vida social, profissional e pessoal. Esse ritual é chamado de compulsão, um tipo de comportamento irracional e repetitivo que segue um padrão de regras e etapas extremamente rígido, geralmente pré-estabelecido pela própria pessoa.

É muito comum que pacientes com TOC acreditem que, se deixarem de cumprir o ritual, algo terrível poderá acontecer. Esse comportamento tende a agravar-se à medida em que a doença não é tratada ou diante de algum evento estressante ou traumático. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoces são muito importantes e essenciais para a recuperação.

Sintomas de Transtorno obsessivo-compulsivo

Os principais sinais e sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo consistem basicamente em duas partes, que dão nome à doença: obsessão e compulsão. No entanto, é comum encontrar pessoas que desenvolvam apenas um dos tipos de sintomas.

Sintomas de obsessão

Uma obsessão, dentro do transtorno obsessivo-compulsivo, consiste em uma série de imagens, pensamentos e ideias que vêm à cabeça da pessoa insistente e repetidamente, sem que ela possa controlar. Geralmente, a obsessão vem seguida da compulsão, que nada mais é do que uma forma de se livrar da própria ansiedade por meio de rituais e comportamentos repetidos e irracionais. No entanto, a obsessão em uma pessoa com TOC também pode manifestar-se isoladamente. Os casos obsessivos mais comuns na doença são:

  • Obsessão por limpeza, que são, geralmente, resultado de um medo irracional de contaminação ou sujeira.
  • Fixação por uma organização rígida, que segue obrigatoriamente uma determinada ordem e simetria.
  • Pensamentos agressivos, de autoagressão ou outros pensamentos de carga negativa.
  • Pensamentos indesejados, incluindo de temas sexuais ou religiosos.

Sintomas de compulsão

Em pessoas com TOC, compulsões são comportamentos repetitivos que o paciente se sente compelido a executar para controlar, prevenir ou reduzir a ansiedade causada pelas obsessões ou, ainda, para impedir que algo terrível aconteça. O cumprimento dos rituais característicos do TOC, no entanto, não trazem prazer para a pessoa, sendo capaz de reduzir a ansiedade apenas temporariamente.

Tratamento

O tratamento do TOC, que inclui acompanhamento psicológico (psicoterapia) e psiquiátrico (medicamentoso), pode demorar meses ou anos para começar a surtir efeito, por isso deve ser mantido por bastante tempo, às vezes por toda a vida.

Casos leves de transtorno obsessivo compulsivo podem ser tratados apenas com a psicoterapia e muitas vezes o paciente fica livre de sintomas, apresentando uma melhora significativa da sua qualidade de vida. Já nos casos moderados e graves de TOC, o tratamento é feito com a combinação de tratamento medicamentoso com psicoterapia.

Para maiores informações consulte um Psicólogo ou Psiquiatra.

(66) 3521-3149 (66) 9.8406-5870

Autismo e Desenvolvimento Cognitivo

O autismo – ou Transtornos do Espectro Autista (TEA) – refere-se a uma série de transtornos que caracterizados por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não verbal, assim como características únicas e diferentes. Não existe um tipo único de autismo e sim situações individuais causadas por diferentes combinações genéticas.

Aproximadamente 1 em cada 160 crianças em todo o mundo possui algum transtorno do espectro autista, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Uma criança autista apresenta dificuldades no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, interação e comportamento social. Mas estudos já mostraram que programas de treinamento e educação podem reduzir essas dificuldades.

Não há testes de sangue ou genéticos que possam determinar se uma criança é autista. O diagnóstico é baseado no comportamento.

O processo de identificar uma criança autista assemelha-se a identificar uma deficiência de aprendizado. É preciso olhar para as habilidades sociais da criança e ver se elas ficam aquém do seu potencial. Não existe uma maneira simples de conferir se uma criança demonstra comportamento social apropriado para sua idade, da mesma maneira que as habilidades de leitura e escrita.

Tal como qualquer pessoa, quem é diagnosticado com TEA tem pleno direito à educação em escolas regulares, sejam públicas ou particulares. Estar na sala de aula comum permite à pessoa diagnosticada com TEA socializar e aprender com pessoas diferentes. Por lei, toda criança tem o direito de conviver em sociedade e aprender em um ambiente heterogêneo – o que é positivo para o desenvolvimento humano.

Com qual idade geralmente é possível diagnosticar se a criança possui TEA?

Não há consenso quanto a isso. Ao contrário, trata-se de uma questão bastante polêmica. Se, por um lado, há quem defenda o diagnóstico precoce, por outro, uma parte significativa de especialistas afirma que é preciso considerar que nos anos iniciais estamos em pleno desenvolvimento e um diagnóstico equivocado pode gerar sérios prejuízos. O diagnóstico de TEA é o que chamamos de diferencial, que é um método sistemático usado para identificar doenças realizado, essencialmente, por processo de eliminação. Envolve a somatória de algumas características e a exclusão de outras, ou seja, características que podem indicar que uma criança tem um transtorno do espectro autista podem não estar presentes em outra com o mesmo diagnóstico.

Toda criança com um interesse específico por um assunto pode ser diagnosticada com TEA?

Não. Trata-se de um mito. Nem todas as crianças com TEA apresentam necessariamente o que se convenciona chamar de “interesse focal” e nem todas as crianças com um interesse específico têm esse diagnóstico médico. De fato, crianças costumam demonstrar maior interesse por algo. Identificar tais interesses é fundamental para engajá-las no processo de aprendizagem que justamente tem como um de seus objetivos ampliar repertórios e agregar conhecimentos novos.

Qual a escola mais indicada para a criança autista?

A mais próxima de sua residência. No caso da rede privada, é aquela que a família escolhe como de sua confiança. Quando os pais enfrentam dificuldade para matricularem seus filhos na escola, é recomendável, em primeiro lugar, estabelecer diálogo. Se, no entanto, essas tentativas forem esgotadas, uma alternativa é contatar a Secretaria de Educação do município e, oportunamente, o Ministério Público, exigindo os direitos do estudante. Lembrando que o direito a uma educação inclusiva não se restringe a matrícula e presença; compreende também o desenvolvimento de suas potencialidades para a plena participação em igualdade de condições com seus pares.

Fonte: Nayara Carmo

Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG

O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é caracterizado pela ansiedade excessiva e preocupação exagerada com os eventos da vida cotidiana sem motivos óbvios. Pessoas com sintomas de transtorno de ansiedade generalizada tendem sempre a esperar um desastre e estão sempre extremamente preocupadas com saúde, dinheiro, família, trabalho ou escola.

Em pessoas com Ansiedade Generalizada, a preocupação geralmente é irreal ou desproporcional para a situação. A vida diária torna-se um constante estado de preocupação, medo e pânico. Eventualmente, a ansiedade domina o pensamento da pessoa, interferindo no funcionamento diário, incluindo o trabalho, a escola, as atividades sociais e os relacionamentos.

Principais sintomas da Ansiedade Generalizada

O Transtorno de Ansiedade Generalizada afeta a forma como uma pessoa pensa, mas a ansiedade também pode levar a sintomas físicos. A ansiedade generalizada ocorre quando uma pessoa encontra dificuldade para controlar o medo, durante vários dias, por um período superior a seis meses. Além disso é preciso apresentar três ou mais sintomas de da lista abaixo:

  • Preocupações e medos excessivos
  • Visão irreal de problemas
  • Inquietação ou sensação de estar sempre “nervoso”
  • Irritabilidade
  • Tensão muscular
  • Dores de cabeça
  • Sudorese
  • Dificuldade em manter a concentração
  • Náuseas ou queimação no estômago
  • Necessidade de ir ao banheiro com freqüência
  • Fadiga e sensação de cansaço constante
  • Dificuldade para dormir ou manter-se acordado
  • Surgimento de tremores e espasmos
  • Ficar facilmente assustado

Diagnóstico

O transtorno da ansiedade generalizada, também conhecido como TAG, é considerado um distúrbio mental salientado pela preocupação excessiva ou expectativa exorbitante que sai fora do controle por mais de seis meses.

Se os sintomas de Ansiedade Generalizada estiverem presentes, o médico iniciará uma avaliação fazendo perguntas sobre o histórico médico e psiquiátrico do indivíduo. Na sequência realizará um exame clínico. Embora não haja testes de laboratório para diagnosticar especificamente distúrbios de ansiedade, o médico pode usar vários testes para procurar doenças físicas como a causa dos sintomas.

Um psiquiatra ou um psicólogo farão o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada baseados em relatos da intensidade e duração dos sintomas – incluindo quaisquer problemas de funcionamento causados ​​pelos sintomas. O psicólogo ou psiquiatra então determina se os sintomas e o grau de disfunção indicam um transtorno de ansiedade específico. TAG é diagnosticado se os sintomas estiverem presentes há mais dias do que não durante um período de pelo menos seis meses. Os sintomas também devem interferir com a vida diária, como fazer com que você perca o trabalho ou outros compromissos importantes.

Tratamentos

Se nenhuma outra condição médica for encontrada, o indivíduo pode ser encaminhado para um psiquiatra ou psicólogo, profissionais de saúde mental que são especialmente habilitados para diagnosticar e tratar doenças mentais como a Ansiedade Generalizada. O tratamento para o Transtorno de Ansiedade Generalizada geralmente inclui uma combinação de medicação e psicoterapia.

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Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)

O Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) caracteriza-se por comportamentos impulsivos de agressividade, violência ou irritação, geralmente seguidos por sentimentos de arrependimento, constrangimento ou remorso. As explosões podem resultar em danos materiais ou agressões físicas e verbais a terceiros, sendo normalmente desproporcionais às situações que as desencadeiam.

Trata-se de um transtorno no qual o controle dos impulsos e o controle emocional ficam afetados. Além disso, podemos dizer que se caracteriza por dois fatores fundamentais.

  • A pessoa com este transtorno vive episódios recorrentes nos quais protagoniza explosões de ira. Estados nos quais aparecem o descontrole e a agressividade, com uma atitude ameaçadora que se manifesta por meio de gritos e, frequentemente, danos físicos aos objetos que o rodeiam e inclusive a animais ou pessoas. Não se trata de uma coisa pontual, mas sim de um estado emocional descontrolado recorrente.
  • Estes episódios de ira não são proporcionais à causa que os acarreta. Costumam ser provocados por uma situação que o sujeito interpreta como negativa, mas com a qual outras pessoas lidariam com facilidade, como uma pequena discussão, um trabalho que não deu certo, uma crítica de um colega de trabalho… Em alguns casos a causa pode até ser imaginária, como por exemplo sentir-se atacado em uma discussão, quando na verdade não existe ataque, ou por ciúmes imaginários. Todos são “motivos” que desatam uma forte agressividade.

Explosões de fúria

As explosões do Transtorno Explosivo Intermitente podem durar até meia hora e na maioria dos casos geram agressões físicas e verbaisdanos corporais e destruição de propriedades de terceiros. As crises podem ocorrer frequentemente ou em intervalos de tempo que podem ir de semanas a meses.

No período entre os episódios, o indivíduo pode mostrar-se relativamente calmo ou manifestar sinais de irritação ou impulsividade.

Antes ou durante as explosões de agressividade, a pessoa pode apresentar ainda pensamentos acelerados, euforia, formigamentos no corpo, tremor, aumento da frequência cardíaca, sensação de pressão na cabeça e aperto no peito.

Diagnóstico

Contudo, para que o Transtorno Explosivo Intermitente seja diagnosticado, é necessário que a pessoa apresente os seguintes sinais e sintomas:

 Episódios frequentes de explosões de agressividade que resultaram em agressões ou danos materiais a terceiros;

 Reações de agressividade que são absolutamente desproporcionais às situações que as desencadeiam;

 Atitudes agressivas que não são despoletadas pelo uso de drogas ou qualquer outra substância ou ainda por outras doenças e distúrbios psiquiátricos, como transtornos de personalidade e transtorno bipolar.

O tratamento do Transtorno Explosivo Intermitente inclui o uso de medicamentos e psicoterapia. Na presença desses sintomas, consulte um médico(a) psiquiatra ou um(a) psicólogo(a) para que seja realizada uma avaliação.

Fonte: TEI

Saiba o que é Depressão

A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente. Atualmente é considerada a quarta principal causa de incapacitação, segundo a Organização Mundial da Saúde. Esse transtorno psiquiátrico atinge pessoas de qualquer idade — embora seja mais frequente entre mulheres — e exige avaliação e tratamento com um profissional. O desânimo sentido é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar.  Esse desequilíbrio pode ser desencadeado por eventos da vida da pessoa, assim como, por fatores biológicos.                                                                                   

De acordo com o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, em sua quinta edição lançada em maio de 2013) os critérios diagnósticos para a depressão são:

– Cinco ou mais dos sintomas seguintes presentes por pelo menos duas semanas e que representam mudanças no funcionamento prévio do indivíduo; pelo menos um dos sintomas é:

 

1. Humor deprimido na maioria dos dias, quase todos os dias (p. ex.: sente-se triste, vazio ou sem esperança) por observação subjetiva ou realizada por terceiros;

2. Acentuada diminuição do prazer ou interesse em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (indicado por relato subjetivo ou observação feita por terceiros);

3. Perda ou ganho de peso acentuado sem estar em dieta (p.ex. alteração de mais de 5% do peso corporal em um mês) ou aumento ou diminuição de apetite quase todos os dias;

4. Insônia ou hipersônia quase todos os dias;

5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observável por outros, não apenas sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento);
6. Fadiga e perda de energia quase todos os dias;

7. Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode ser delirante), quase todos os dias (não meramente autorrecriminação ou culpa por estar doente);

8. Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjetivo ou observação feita por outros);

9. Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, ou tentativa de suicídio ou plano específico de cometer suicídio;

 

Dessa maneira muitas pessoas não sabem que sofrem de depressão por não conseguirem enxergar em si mesmos os sintomas característicos da doença. Portanto, se você conhece alguma pessoa que está tendo comportamentos típicos de alguém depressivo, converse com ele e sugira a procura de um profissional especializado. Caso perceba em si tais sintomas, busque ajuda também. Quanto antes a doença for diagnosticada, melhor o prognóstico!                

Por: Lilian Medeiros Trigueiro Quadros