Saiba o que é Depressão

A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente. Atualmente é considerada a quarta principal causa de incapacitação, segundo a Organização Mundial da Saúde. Esse transtorno psiquiátrico atinge pessoas de qualquer idade — embora seja mais frequente entre mulheres — e exige avaliação e tratamento com um profissional. O desânimo sentido é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar.  Esse desequilíbrio pode ser desencadeado por eventos da vida da pessoa, assim como, por fatores biológicos.                                                                                   

De acordo com o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, em sua quinta edição lançada em maio de 2013) os critérios diagnósticos para a depressão são:

– Cinco ou mais dos sintomas seguintes presentes por pelo menos duas semanas e que representam mudanças no funcionamento prévio do indivíduo; pelo menos um dos sintomas é:

 

1. Humor deprimido na maioria dos dias, quase todos os dias (p. ex.: sente-se triste, vazio ou sem esperança) por observação subjetiva ou realizada por terceiros;

2. Acentuada diminuição do prazer ou interesse em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (indicado por relato subjetivo ou observação feita por terceiros);

3. Perda ou ganho de peso acentuado sem estar em dieta (p.ex. alteração de mais de 5% do peso corporal em um mês) ou aumento ou diminuição de apetite quase todos os dias;

4. Insônia ou hipersônia quase todos os dias;

5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observável por outros, não apenas sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento);
6. Fadiga e perda de energia quase todos os dias;

7. Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode ser delirante), quase todos os dias (não meramente autorrecriminação ou culpa por estar doente);

8. Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjetivo ou observação feita por outros);

9. Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, ou tentativa de suicídio ou plano específico de cometer suicídio;

 

Dessa maneira muitas pessoas não sabem que sofrem de depressão por não conseguirem enxergar em si mesmos os sintomas característicos da doença. Portanto, se você conhece alguma pessoa que está tendo comportamentos típicos de alguém depressivo, converse com ele e sugira a procura de um profissional especializado. Caso perceba em si tais sintomas, busque ajuda também. Quanto antes a doença for diagnosticada, melhor o prognóstico!                

Por: Lilian Medeiros Trigueiro Quadros

Compulsão alimentar: saiba como tratar

compulsão alimentar é considerada um distúrbio alimentar caracterizado pela ingestão exagerada de alimentos. Essa ingestão ocorre mesmo sem a presença de fome ou necessidade física do alimento. Em geral, a pessoa compulsiva perde o controle sobre o que está ingerindo e em qual quantidade. Dessa forma, come alimentos em grandes quantidades em um curto espaço de tempo.

Um indivíduo que apresenta episódios de compulsão alimentar, na grande maioria das vezes, ingere alimentos calóricos independentemente da sensação de fome.

Principais sintomas

Sabemos que todo mundo tem um momento em que exagera na comida. Fato que ocorre mais comumente em festas de final de ano. Logo, comer demais esporadicamente é considerado uma situação normal. No entanto, comer demais se tornar um transtorno quando se torna um hábito e foge do controle. A compulsão alimentar é identificada quando a pessoa passa a ser dependente da comida.

Quando o sujeito passa a se alimentar com maior frequência do que o necessário, mesmo não sentindo fome, um sinal vermelho deve ser aceso. Ele pode ser um compulsivo alimentar e alguns sinais podem ser observados:

  • A pessoa come mais rápido do que o normal;
  • Passa a comer quando não está com fome;
  • Continua comendo mesmo quando já está saciado e após ter ingerido quantidades maiores que o necessário;
  • Come sozinha ou escondida das outras pessoas;
  • Fica mais introvertida;
  • Pode apresentar problemas afetivos e vício em jogos de azar e bingos;
  • Sente-se triste ou culpada por comer demais.

Como tratar

Assim como os demais distúrbios alimentares, nos quadros de compulsão alimentar o tratamento deve ser multidisciplinar. O indivíduo deve receber acompanhamento médico, psicológico, nutricional e em muitos casos medicamentoso. O psiquiatra deve orientar e ser o responsável por prescrever o remédio para o controle de ansiedade, por exemplo.

É importante ressaltar que o tratamento não deve se resumir ao uso de medicação. É importante que o paciente trabalhe sua mente, buscando ampliar a consciência que tem sobre si. Psicólogo e paciente devem trabalhar para compreender os gatilhos da ansiedade e estabelecer estratégias de controle.

Recomenda-se também a prática de exercícios físicos e atividades relacionadas à atenção. Além de manterem o corpo saudável, também ajudam na produção de endorfina e no controle da ansiedade.

Quais são os riscos associados à compulsão alimentar?

Pessoas com compulsão alimentar têm maior risco de desenvolver:

  • Obesidade;
  • Cálculo renal quando a pessoa consome muito cálcio;
  • Diminuição da capacidade respiratória; apnéia do sono
  • Doenças como a diabetes tipo 2, hipertensão e níveis de colesterol alto;
  • Gastrite; hérnia de hiato;
  • Infertilidade;
  • Insuficiência cardíaca e problemas vasculares;
  • Outros distúrbios alimentares como a bulimia ou anorexia;
  • Transtornos psicológicos como depressão e o transtorno obsessivo compulsivo.

É relevante destacar que a compulsão alimentar causa obesidade em 75% dos casos. Os riscos destacados acima são problemas decorrentes desse aumento de peso.

Para maiores Informações consulte um de nossos psicólogos: (66) 3521-3149 (66)9.8406-5870

A PSICOTERAPIA E O AUTOCONHECIMENTO

Uma das melhores coisas que a psicoterapia nos proporciona é o aumento do nosso autoconhecimento. Mas por que ele é tão importante assim?

Geralmente quando procuramos a psicoterapia, temos algum sofrimento ou algo que nos incomoda. Diante dessa busca, o nosso objetivo é conseguir ter mais satisfação na vida e conseguir uma solução para nossos problemas. Porém, algo que muitas vezes não nos damos conta é que, na psicoterapia, além de buscarmos atingir aquele objetivo, adquirimos também o autoconhecimento. Autoconhecer-nos é sabermos dizer (1) o que controla os nossos comportamentos, noutras palavras o que nos faz agir de uma maneira ou de outra; (2) como os comportamentos dos outros influenciam os nossos e (3) como os nossos influenciam nos os comportamentos dos outros. Por meio desse conhecimento, podemos prever como lidaremos com alguma situação e podemos nos preparar para isso. Por exemplo, se sabemos que diante de figuras de autoridade, tendemos a nos calar e aceitar imposições e temos uma reunião com o chefe, é possível que nos preparemos melhor para a essa reunião, organizando dados, planilhas e preparando respostas que nos deem mais segurança e eleve a nossa auto-estima no momento da reunião. Autoconhecimento, então, é descrever situações que influenciem positivamente ou negativamente as nossas atitudes diante das nossas relações com as pessoas, com o mundo.

Com o autoconhecimento, podemos evitar sofrimentos futuros; por saber que algum comportamento nosso nos faz mal, temos mais chances de evitá-los. Com ele, também é possível melhorar a nossa comunicação e os nossos relacionamentos, pois quando nos conhecemos melhor e analisamos os nossos comportamentos, temos mais habilidade para analisar os comportamentos dos outros também. Se nós não percebemos as conseqüências que nossos comportamentos têm na nossa vida, como saber a melhor forma de agir para alcançar um objetivo?

Diante do que já foi lido, você deve estar se perguntando: – Como esse autoconhecimento se desenvolve?

A partir do momento em que começamos a pensar sobre as nossas atitudes, nos conhecemos um pouco um tanto mais. Pensar no que fazemos, como fazemos e quando fazemos… Pensar no que aumenta as nossas chances de fazer algo ou em quais situações essas chances diminuem.

A psicoterapia é um contexto propício para isso. Nesse contexto, além de se contar com um profissional que te ajuda a refletir e entender como e porque as coisas acontecem, as sessões constituem um tempo no qual você dedica exclusivamente ao pensamento e análise sobre aquilo que incomoda; pensando em hipóteses, imaginando as possíveis situações e suas soluções. Por meio desse trabalho, com a ajuda e perguntas do terapeuta, nosso autoconhecimento vai aumentando.

Será que você se conhece tão bem quanto pensa?

 

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Impor limites e estabelecer regras é fundamental

Pode até parecer difícil ser um pouco mais duro quando necessário, mas os benefícios virão a médio e longo prazo e por isso iremos compartilhar 10 dicas para impor limites aos filhos sem perder o pulso firme.

Impor limites e estabelecer regras é fundamental para que os filhos se tornem adultos responsáveis e que primam pelo respeito. Em sua missão de educá-los, os pais precisam de autoridade, persistência e determinação para manter os filhos em um caminho seguro de desenvolvimento da própria autonomia.

A disciplina deve estar presente em qualquer fase da infância e da adolescência. Pode até parecer difícil ser um pouco mais duro quando necessário, mas os benefícios virão a médio e longo prazo. Confira algumas dicas para os papais que ainda estão na dúvida sobre qual é a melhor conduta a se tomar:

  • Não tenha medo de impor regras

Não tenha medo de impor regras e limites para o seu filho desde pequeno. Acostumá-lo com este processo logo cedo vai fazer com que ele respeite você e suas ordens em todas as etapas de sua vida. Comece impondo regras relacionadas a horários e estabeleça uma rotina, fazendo tudo do mesmo jeito, todos os dias. Mesmo os pequenos já compreendem o que você diz e as regras que impõe. Não subestime seu diálogo com seu filho.

  • Cumpra com as consequências estabelecidas

Se você estabeleceu uma consequência para a quebra de uma regra, é fundamental cumpri-la. Não pode haver hesitação nesse passo. A criança passará a respeitar mais suas determinações ao perceber que você realmente tem a intenção de cumprir a pena prometida. Além disso, é importante que a criança esteja ciente do motivo pelo qual foi punida – ou não aprenderá nada.

  • Não fique importunando com repetições

Se você já estabeleceu a regra, explicou as consequências para seu filho e começou a colocar as determinações em prática, não há necessidade de repetir o combinado para ele a todo momento. Tome cuidado para não cansar a criança e estimulá-la a quebrar a regra para ver o que acontece, ou seja, conferir se você realmente cumprirá aquilo que tanto repete. Mostre que a palavra final é sua, mas não seja repetitivo.

  • Mantenha a relação de autoridade enquanto eles morarem com você

Muitos pais se perguntam se devem manter a prática de estabelecer regras e limites mesmo com filhos mais velhos. Isso depende de uma série de fatores pessoais, que varia de família para família. Mas uma dica é manter a rotina de regras enquanto eles dependerem de você. Enquanto os filhos moram com os pais, é fundamental manter uma boa convivência, sem que eles, conforme forem crescendo, comecem a duvidar de sua autoridade, passando por cima do que foi estabelecido. E, para isso, é crucial manter os limites e, principalmente, as consequências. Ou seja, enquanto a casa é sua, as regras também devem ser.

  • Seja justo e coerente

Fique atento às regras estabelecidas para que não seja pego de surpresa no momento de aplicá-las. Repense os limites para que eles façam sentido no momento em que for necessário conversar com a criança sobre eles – não dá para cobrar coisas muito diferentes de crianças em idade e condições semelhantes. O que vale para um, vale para todos. Isso é válido também para costumes que tacitamente acabam se impondo de forma injusta, como quando apenas as filhas assumem a obrigação de ajudar a arrumar casa.

  • Aplique as mesmas regras aos visitantes

A regra que você estabeleceu para seus filhos vale também para os amigos que os visitam na sua casa. Assegure que a própria criança explique as regras para as outras pessoas e monitore para que os limites sejam cumpridos de forma harmônica.

  • Não aceite que seus filhos também imponham regras

É verdade que os pais devem dar exemplo e que sem isso o aprendizado é dificultado. Mas isso não significa que cada vez que você for estabelecer uma regra seja necessário permitir que a criança estabeleça uma contrapartida, cobrando algo de você. Deve ficar claro quem é a figura de autoridade na casa e que determinadas regras se aplicam apenas às crianças.

  • Dialogue com os mais velhos sobre o estabelecimento das regras

Para os pequenos, que ainda não têm o discernimento do que é certo e errado, é fundamental partir dos pais o estabelecimento dos limites. No entanto, com os adolescentes a história muda. Nesta idade, pode ser interessante que eles participem da definição das regras. Nesta etapa, eles já entendem quando estão fazendo alguma coisa certa ou errada e podem se sentir estimulados se forem incluídos nas decisões. Mas lembre-se: a palavra final é sua.

  • Não desista

Mantenha atitudes coerentes em relação às regras. Não desista no meio do caminho do que foi combinado ou a sua credibilidade irá por água abaixo. Garanta com que os limites impostos se adequem à vida cotidiana da família para que todos colaborem com o processo. Mantenha o pulso firme.

  • Esclareça que as regras não se aplicam só dentro de casa

Deixe claro para as crianças que as regras também valem para quando eles estão fora de casa. Se o combinado for descumprido durante um passeio ou na casa de outra pessoa, as consequências devem ser aplicadas assim que vocês chegarem em casa, impreterivelmente. Converse com avós, tios e padrinhos para que eles não permitam atitudes proibidas por você. Se isso acontecer, explique para a criança que foi uma exceção e que a regra continua valendo em casa e em outros lugares também.

Síndrome do Pânico: Como a família pode ajudar?

Após várias consultas médicas e exames mostrando que o paciente não tem aparentemente nada, os familiares acham que tudo não passa de fraqueza ou de falta de força de vontade.

Além de sofrer com a própria doença, os pacientes que convivem com o pânico também sofrem com a incompreensão de familiares, amigos e a vergonha social. As pessoas costumam fazer um julgamento moral, classificando as crises como “frescura” e “fraqueza”.

Numa situação de crise evite dizer: “relaxe”, “deixe de bobagem”, “não seja fraco”, “você consegue”, “lute contra isso”. Sua atitude deve ser: Perguntar à pessoa como pode ajudá-la, ser paciente, procurar não entrar em pânico também. Por outro lado, deve-se ter cuidado para não criar uma situação de chantagem e dependência.

O que os familiares devem fazer é procurar ajuda para entender o transtorno do Pânico e aceitar que esta é uma doença que precisa de tratamento e de apoio. Assim como qualquer outra patologia, o paciente não escolheu desenvolvê-la. Geralmente, os indivíduos com Transtorno do Pânico têm menos crises quando estão acompanhadas por outras que as compreendem. A família deve dar o maior apoio e assistência, pois é de extrema importância para o andamento do tratamento, sendo assim, ela (FAMÍLIA) é parte fundamental para um bom e adequado resultado.

Dependendo da reação da família e/ou amigos, o paciente poderá desenvolver também sintomas depressivos. Algumas depressões podem estar associadas ao quadro Transtorno do Pânico. A crise de Pânico dura de 20 a 30 minutos em média, com diferenças individuais, gerando sensação eminente de morte.  Essa situação é assustadora. Aqui, o verdadeiro olho do furacão: Ao acreditar que pode morrer, o sujeito amplia consideravelmente seus sintomas e sinais. O ápice da crise gira em torno do décimo minuto.

TRATAMENTO

A psicoterapia é fundamental para que as causas orgânicas sejam encontradas e trabalhadas dentro do contexto de vida do paciente. Além das sessões de terapia, na maioria das vezes, a síndrome também requer o uso de medicações, sendo assim, caso o profissional de psicologia julgue necessário, o paciente é encaminhado para Psiquiatria.

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Palestra Interativa “ENTENDENDO A ANSIEDADE”

A Clínica PROVIDA realizará no dia 03 de Novembro uma Palestra Interativa, na qual será dialogada a temática da Ansiedade intermediada pela Psicóloga Kellen Patrícia (CRP 18/02484) e pelo Psicólogo/Neuropsicólogo Ismael dos Santos (CRP 18/01886).

Em suas abordagens clínicas, os profissionais constataram o quanto a desinformação pode contribuir para intensificar os problemas de saúde mental. Pensando nisto, resolveu-se desenvolver um trabalho informativo para a população em geral. Um trabalho que busca proporcionar ao público em geral o conhecimento/informações básicas sobre os mais diversos temas ligados a saúde mental que a população em geral ainda tem dificuldade de abordar e entender.

Questionamentos simples e alguns mais delicados como “O que é Ansiedade? O que é transtorno de Ansiedade? Quais os sintomas Físicos e Psicológicos? Quais os tipos de transtornos de Ansiedade? O que fazer para controlar a ansiedade? Quem procurar?” serão abordados de forma interativa.

A palestra “Entendendo a Ansiedade” acontecerá no dia 03 de Novembro, na Clínica PROVIDA (Rua A, nº 793, Setor A), no horário das 8h às 11h. O valor da inscrição é de R$100 e R$ 60 para estudantes (mediante comprovação).

 

Para mais informações e inscrições:

(66) 3521-3149, pelo WhatsApp (66) 9.8406-5870

DIFICULDADE X TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM

É muito importante discutir sobre as dificuldades e os transtornos de aprendizagem, pois para realizar um trabalho eficiente é preciso compreender e diferenciar um do outro.

 A dificuldade de aprendizagem é um sintoma de que algo não vai bem no processo de aprendizagem dá pessoa. Por isto há necessidade de investigação para verificar qual origem deste sintoma. As dificuldades de aprendizagem se caracterizam por falhas no processo de aprendizagem e que impossibilitam este aluno de aprender e compreender. São caracterizadas pela desordem ou disfunção no processo de aprender.

 As causas das dificuldades de aprendizagem podem ser  ambientais , escolar entre outros fatores.

Fatores ambientais: Desequilíbrio emocional familiar, falta de alimentação adequada.

Fatores escolar: déficit na relação educacional em sala de aula, situações de bullying, relação professor x aluno prejudicada, falta de estrutura escolar e ambiente não reforçador e desestimulador ao aluno.

Os transtornos específicos da aprendizagem são segundo DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 2014) transtorno do neurodesenvolvilmento e se originam no início do desenvolvimento infantil e se destacam quando a criança entra na escola.  São caracterizados por déficits no desenvolvimento e causam prejuízos significativos no funcionamento pessoal, social,  acadêmico ou profissional. 

A criança, adolescente ou adulto que apresenta um nível de inteligência aparentemente adequado, mas tem dificuldade no processo de aprender e/ou compreender (alterações específicas em habilidades  de leitura, escrita e cálculo )pode ter algum transtorno de aprendizagem. Os processamentos específicos que prejudicam atividades escolares, pode ocorrer nestas situações, chamados de transtorno ou distúrbio de aprendizagem. Estes podem ser caracterizados como dislexia, disgrafia, discalculia, transtorno não verbal, TDAH, entre outros.

As causas dos transtornos de aprendizagem podem ser genético e/ou fisiológico.  

Fatores genéticos: Histórico familiar de dificuldades de leitura e de alfabetização, parentes com algum problema específico de aprendizagem.

Fatores fisiológicos: situações relacionadas a fatores pré- natais, pós- natais e perinatais (lesões cerebrais, hemorragias cerebrais, tumores, febres altas, doenças com meningite, desnutrição, quimioterapia, falta de oxigênio entre outros).

A importância de compreender o conceito de aprendizagem ocorre por meio de estudos que ocorreram com o passar do tempo sobretudo por meio da psicologia da aprendizagem. É necessário analisar como ocorre a aprendizagem, refletir sobre as diferenças entre uma dificuldade em aprender e um transtorno especifico, perceber como ocorrem as variadas concepções e modelos de ensino aprendizagem hoje concebidos pela escola e pela sociedade.

É imprescindível observar também a individualidade de quem aprende, compreender que este processo é único e deve ser observado de forma particular pois não é possível jogar* todas as pessoas em um único ambiente e dizer aprende*… mas identificar como ocorre este processo de acordo com as possibilidades deste individuo e onde ocorre a falha neste processo de aprendizagem.

Para identificar estas diferenças e proporcionar uma intervenção adequada é preciso contar com uma equipe interdisciplinar, formada por psicólogo, psicopedagogo, médico, fonoaudiólogo e demais profissionais caso seja necessário.

Por isso é importante ler, estudar, procurar um profissional adequado e perceber estas diferenças entre transtorno e dificuldade com relação ao processo educativo, para realizar os encaminhamentos adequados.  Caso você ou a escola do seu filho identifique que há alguma dificuldade no processo de aprendizagem dele procure um profissional habilitado para que possa ajuda-lo e compreender o porque desta situação e se for alguma suspeita de transtorno de aprendizagem que seja devidamente investigado, realizado os devidos encaminhamentos caso seja necessário e buscar a solução mais adequada para cada caso.

Fonte: TAU PSICOLOGIA

 

A medicação excessiva de nossos jovens e crianças

Precisamos parar de fechar os olhos para uma situação séria e de consequências imprevisíveis: nossas crianças estão sendo medicadas precocemente, sob o pretexto de adequá-las às demandas escolares. Inúmeros são os diagnósticos equivocados acerca de distúrbios de comportamento e dificuldades de aprendizagem. Não raras vezes, a falta de capacidade de acolher e lidar com comportamentos atípicos, leva as escolas e as famílias a interpretarem a criança como alguém que precisa ser formatado, enquadrado e encaixado.

O desrespeito às particularidades cognitivas, emocionais, sociais e familiares dos pequenos, cria uma espécie de consentimento tácito entre todos os adultos envolvidos que, mesmo sem compreender o comportamento da criança, utilizam fórmulas desgastadas, nada educativas e danosas na tentativa impor um padrão de comportamento à revelia dos processos de desenvolvimento e maturação dos recursos intelectuais e afetivos, tão necessários ao estabelecimento de relação entre a criança e as inúmeras habilidades que cabem à escola despender esforços para ajudar a desenvolver.

Com base em diagnósticos de distúrbios neurobiológicos, muitas vezes realizados sem respeitar o protocolo de avaliação multidisciplinar, nossas crianças são submetidas à tratamentos por meio de drogas que agem diretamente no Sistema Nervoso Central. Medicamentos que ganharam no meio médico e educacional o sugestivo apelido de “droga da obediência”. Os mais receitados, nem sempre de forma criteriosa, são a Ritalina e o Concerta, para “tratar” crianças e adolescentes dispersos, agitados e com dificuldades de focar a atenção durante as atividades escolares.

O uso desses medicamentos no Brasil é tão banalizado que figuramos em segundo lugar na lista de consumidores da droga, perdendo apenas para os Estados Unidos. Entretanto, vem sendo cada vez mais frequente a manifestação de profissionais da área médica, psicológica e pedagógica no sentido de alertar para que se discuta com mais profundidade a real necessidade da medicação psicotrópica de crianças e jovens.

Precisamos acordar para o fato de que não se trata de uma “balinha de vitamina C”, são drogas cujas reações adversas vão de uma dor de cabeça a arritmias cardíacas e alucinações; sem falar no efeito principal chamado de “Zumbi Like”, em outras palavras, a criança fica apática, contida, agindo como zumbi. Essas reações, assim como outras, tais como hipertensão e insônia são sinais de efeito tóxico e indicam que a medicação deve ser interrompida imediatamente.

A falta de conhecimento aprofundado acerca das inúmeras variáveis que envolvem padrões de comportamento em crianças e adolescentes cria uma falsa e perigosa crença de que os mais irrequietos, agitados e com necessidades especiais para aprender, são doentes. Daí a justificativa para o uso da medicação.

É no mínimo um contrassenso categorizar como doença um comportamento agitado, num mundo em que vivemos imersos na cultura da multitarefa, dos prazeres imediatos e conquistas descartáveis. Enquanto continuarmos a medicar nossas crianças e jovens, de forma tão irresponsável, estaremos jogando no lixo inúmeras pessoas que poderiam ter suas habilidades descobertas e estimuladas. É muito comum, entre as crianças “fora de padrão” encontrarmos verdadeiros talentos para música, artes, ciências, literatura e atividades que envolvam construção e utilização de raciocínio lógico e espacial.

Os processos de aprendizagem são complexos, ricos e subjetivos. É um absurdo compactuarmos com a prática de tantas escolas que reduzem as crianças e adolescentes a meros reprodutores de conteúdos sem significado, repetitivos e descolados da realidade que nos cerca, das inúmeras questões ambientais, sociais e políticas do nosso entorno. Inverter o jogo e a responsabilidade é, para dizer o mínimo, cruel. Em vez de “drogas de obediência” tenhamos a dignidade de oferecer às crianças e jovens a nossa valiosa atenção, busquemos sair das tocas acadêmicas medievais que ainda servem às práticas educativas atuais e criemos situações de aprendizagem que favoreçam o desenvolvimento cognitivo por meio do afeto, do envolvimento e do vínculo de confiança.

Fonte: Contioutra